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Mulheres protestam contra proibição dos abortivos

Mulheres brasileiras correm o risco de perder o direito ao uso da pílula do dia seguinte. No Recife, cerca de 600 participantes se concentraram na Praça do Derby e seguiram até a Rua Dom Bosco para protestar contra o Projeto de Lei 5069/2013. A proposta criminaliza a prescrição à pílula, como a outros medicamentos abortivos, por profissionais de saúde, e determina que toda mulher vítima de estupro se submeta a boletim de ocorrência e exame de corpo de delito para só então receber o medicamento. O PL, de criação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e outros 12 deputados, tem gerado mobilização nacional que ganhou força nas redes sociais com a inclusão de avatares nos perfis do Facebook de usuários usando imagem de úteros na cor rosa.

A descrição do PL, que pode ser acessada pela população através do site nacional da Câmara, explica que o agente ou funcionário da saúde pública pode pegar de cinco a dez anos de reclusão caso prescreva ou induza a gestante ao uso de medicamentos considerados abortivos. Rafaella Gomes, 21 anos, estudante e criadora do evento Ato Unificado Contra o PL 5069/13 no Recife, conta que a pílula do dia seguinte teve importante papel durante sua adolescência. “Aos 16 anos, tive uma relação sem preservativo e precisei usar a pílula do dia seguinte. Nessa idade, a mulher não está preparada psicologicamente ou emocional para cuidar de um filho. O projeto 5069 prejudica, além desse caso, aquelas que sofrem de estupro”, comentou Rafaella. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 21 deste mês e aguarda agora por aprovação no Plenário.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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