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No Ar Coquetel Molotov promove 12 horas de música e atividades culturais na Várzea

Emicida, Cosmo Grão, Ney Matogrosso e a banda Tono integram o line up do festival. Fotos: Divulgação
Emicida, Cosmo Grão, Ney Matogrosso e a banda Tono integram o line up do festival. Fotos: Divulgação

Em setembro de 2010, o rapper paulistano Emicida ainda não havia lançado o primeiro álbum – O glorioso retorno de quem nunca esteve aqui viria três anos mais tarde – quando subiu ao palco do festival No Ar Coquetel Molotov, no Recife. À exceção das aparições no programa Manos e minas (TV Cultura), era pouco conhecido, naquela época, no cenário nacional. Cinco anos mais tarde, é uma das principais atrações desta noite, quando retorna ao evento, encerrando a programação do Palco Velvet, à 1h30 da madrugada. Está entre os artistas cuja carreira o Molotov ajudou a alavancar e, agora, serve de inspiração às apostas deste ano, como Rico Dalasam (SP) e Sofia Freire (PE).

Entre os músicos independentes dos gêneros indie e rock escalados para os palcos Velvet e Sonic (17 atrações), somente um grupo é estrangeiro: o Juveniles, da França. Além de remixes com arranjos do folclore brasileiro (do tecnobrega paraense ao maracatu pernambucano) de nomes como Omulu, letras socialmente engajadas como as de Cidadão Instigado dão o tom do repertório. “É uma troca que tem que ser levada muito a sério entre os festivais e os artistas, sejam eles conhecidos ou não. Sem artistas não existe festival. E é interessante para os artistas tocarem nos festivais”, analisa Fernando Catatau, líder do Cidadão Instigado.

O festival contempla, ainda, a Feira No Ar, com cerca de 20 quiosques sob curadoria de Nestor Mádenes, Diretor de Produção do Molotov. Além de food trucks, haverá encontro de zines e reunião de marcas locais de design e moda, como a Urban Arts, a Morgue Brechó e a Banana Split. “Recomendamos que as pessoas cheguem cedo, tragam câmera, canga…”, pontua a produtora Ana Garcia, que prevê o acampamento temporário da plateia nos gramados da Coudelaria Souza Leão, durante as 12 horas de evento. (Colaborou Pedro Siqueira)

>> SERVIÇO
Quando: 31 de outubro, às 13h
Onde: Coudelaria Souza Leão (Rua Dias D’Ávila, Várzea)
Quanto: R$ 40 e R$ 80

>> ATRAÇÕES

Ney Matogrosso e a banda Tono
Liderada pelo guitarrista Bem Gil, filho de Gilberto, a carioca Tono sobe ao palco com Ney Matogrosso como convidado. É a estreia do grupo no Recife. O repertório vai da bossa nova ao pop. Os discos da Tono – Auge, Tono e Aquário – estão disponíveis para download em tono.mus.br.

Cidadão Instigado
A banda cearense, liderada pelo músico Fernando Catatau, apresenta o álbum Fortaleza, lançado em abril passado, seis anos após o disco UHUUU!. Led Zeppelin, Raul Seixas, The Cure e Bob Marley estão entre as inspirações.

Mahmundi
A carioca Marcela Vale lançou Setembro em 2013 e é conhecida por mesclar música eletrônica e indie a poesias reflexivas. Foi vocalista, guitarrista e compositora na banda Velho Irlandês, antes de assumir o projeto Mahmundi.

Cosmo Grão
Adeptos do rock psicodélico com influências do grunge, os rapazes da Cosmo Grão lançaram o primeiro EP, homônimo. O grupo já participou de festivais da cena independente local, como RecBeat Apresenta e Sonido Projeto.

Emicida
O rapper volta ao festival como protagonista e canta, além de sucessos anteriores, as faixas de Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa (Laboratório Fantasma, R$ 19,90). O álbum é fruto de viagem à África e inclui os singles Boa esperança, Chapa e Madagascar.

Omulu
Codinome do produtor carioca Antmaper, Omulu já remixou, entre outros artistas, os nordestinos Wesley Safadão e Aviões do Forró. É conhecido pelas releituras de hits nacionais, com batidas típicas do folclore brasileiro, como o maracatu e o tecnobrega.

>> DUAS PERGUNTAS: Fernando Catatau, do Cidadão Instigado

Catatau promete show inspirado no álbum Fortaleza. Foto: Facebook/Reprodução
Catatau promete show inspirado no álbum Fortaleza. Foto: Facebook/Reprodução

O nome do álbum (Fortaleza) faz referência à cidade onde surgiu a banda? Ou remete, também, a uma fonte inquebrantável?
Faz, sim, referência a Fortaleza (cidade) mas não é só sobre isso. Eu sempre falo que esse disco é uma homenagem à nossa galera e a tudo que a gente viveu juntos. No ano que vem, faremos 20 anos de banda e nos conhecemos há bem mais que isso. É um olhar sobre várias fortalezas. Hoje nos cercamos em condomínios fechados, cercas, diferenças sociais, silêncio… cada um cria a sua própria muralha. E esses não são fatos isolados da minha cidade. Mas falo também sobre amor e principalmente sobre a importância de saber resistir a tudo isso.

As parcerias com nomes da MPB como Arnaldo Antunes, Otto, entre outros, são recorrentes. Como as trocas influenciam o trabalho?
São super importantes. Sempre aprendi muito com as pessoas que trabalhei. Massa que tive a sorte de ter muita gente legal por perto. Teve os que foram otários também, mas desses eu aprendi a me distanciar. É difícil mostrar os benefícios mas quem me conhece há bastante tempo consegue perceber as diferenças ao longo do tempo.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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