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No “Superpop”, Celso Russomanno faz duras críticas a Fernando Haddad

Foto: Divulgação/RedeTV!

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Em entrevista a Luciana Gimenez, o deputado federal Celso Russomanno opinou sobre diversas polêmicas envolvendo a capital paulista, dentre elas, a briga entre taxistas e motoristas do aplicativo Uber. A respeito do assunto, o deputado afirmou não ser contra o serviço, mas criticou a Prefeitura pela demora em regulamentá-lo, a fim de tornar a concorrência entre ambos mais justa. “Existe uma legislação para o transporte de passageiros e todo veículo deste tipo tem uma placa diferenciada. O táxi tem placa vermelha, o ônibus tem placa vermelha, os transportes de aluguel têm placas vermelhas. Não dá para transportar passageiros sem estar devidamente legalizado. Não sou contra, mas é preciso regulamentar, pois enquanto isso não for feito existe crime contra a ordem tributária e isso dá prisão. Se uma empresa vem ao Brasil, ela precisa se adequar à legislação do país ou todo mundo vai sair nas ruas dizendo que é taxista. Ou seja, aquele que comprou uma placa de táxi, que trabalha o dia inteiro e faz um sacrifício danado para mantê-lo, é vítima de concorrência desleal. A Prefeitura de São Paulo tem que tomar vergonha e resolver esse problema”, disparou Russomanno.

A entrevista ainda trouxe à tona alguns temas polêmicos da atualidade, o político repreendeu a decisão da Prefeitura pela redução da velocidade nas marginais, afirmando que seria mais indicado o governo municipal resolver outros problemas pontuais em vez de reduzir a velocidade das vias. Ele ainda afirmou ser contra o aumento de qualquer imposto no país e se mostrou indignado com a ‘indústria de multas’ denunciada por reportagem da RedeTV!.

Já sobre a expansão das faixas exclusivas de ônibus, para o convidado, primeiro é necessário fazer melhorias no transporte público, oferecendo um serviço de qualidade ao cidadão. “O transporte coletivo tem que ter ar-condicionado, wi-fi. É direito do cidadão ter transporte de qualidade,  um transporte público sem que as pessoas fiquem aglomeradas dentro do ônibus feito uma lata de sardinha. Nossos ônibus são veículos que foram montados em cima de chassis de caminhão, que não foram feitos para carregar gente. A gente pode aumentar as faixas de ônibus, desde que a gente proporcione que as pessoas cheguem bem no seu trabalho; não chegar amassado, suado e estressado”, defendeu.

 O deputado ainda revelou para a apresentadora que considera um absurdo o valor investido para realizar a troca das placas nas marginais de São Paulo. “Eles justificaram dizendo que tinham que trocar postes. Eu fui pras ruas verificar se os postes eram novos e são todos velhos, não foram trocados. Eles trocaram as placas com os postes tombando, com poste caindo, com poste torto… não quiseram nem saber. Isso é nojento”, ponderou. “Pelo que sei, o Ministério Público está apurando. Existem denúncias do Tribunal de Contas do Município, que está apurando e tem que apurar até o final. Tem que responsabilizar quem está fazendo isso. Não dá para ficar desse jeito, não existe justificativa para isso”, concluiu, indignado.

Celso Russomanno declarou também que as ciclovias e ciclo faixas precisam ser feitas com estudo de impacto de trânsito, pensando na segurança e bem-estar do ciclista, e pontuou também ser necessário repensar os locais por onde elas passam, como em frente de hospitais, o que dificulta o acesso de ambulâncias ao local. “A gente tem ciclovias e ciclofaixas cheias de buracos. Pintadas. Elas não foram feitas como as que a gente vê na Avenida Paulista. Pintar a ciclofaixa embaixo do Minhocão é uma insanidade, porque as colunas não deixam ver o que tem ao lado, como no caso do idoso que foi atropelado lá. O ciclista que pedala pesado, a 35 ou 40 km por hora, passa por cima, mata uma pessoa assim como o carro. Existem lugares como a Alemanha, onde as ciclovias e ciclofaixas são maravilhosas. Aqui você tem situações esdrúxulas, em rua que começa do nada e termina não sei aonde”, disse o deputado.

No fim da conversa, o entrevistado relembrou sua trajetória na televisão, explicou como entrou na política brasileira chegando a ser o candidato mais votado no Brasil e revelou que sua luta em defesa do consumidor começou depois que perdeu a primeira esposa, Adriana Russomanno. Vítima de negligência médica, ela faleceu após dar entrada em um hospital particular de São Paulo com um quadro infeccioso grave e ser atendida por uma médica equatoriana, que não possuía registro no Brasil e tinha sido contratada ilegalmente pelo hospital.

Com apresentação de Luciana Gimenez, o programa “Superpop” vai ao ar às segundas e quartas-feiras, às 22h45, ao vivo, pela RedeTV!.


Fonte: Bastidores da TV

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