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Paciente de 40 anos com obesidade está internada na UPA de Jardim Paulista

“Estamos muito aflitos, muito preocupados”, desabafa Bruneldo Melazzi, irmão de Bianka Melazzi, 40 anos, pernambucana com cerca de 300 kg e um quadro de saúde grave, com complicações desencadeadas por uma queda em casa. Atualmente internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jardim Paulista – após ter recebido alta do Hospital Getúlio Vargas (HGV) -, ela aguarda, sem previsão, o encaminhamento para uma clínica médica especializada. Sua família afirma que parte do atendimento médico realizado depois do acidente doméstico foi inapropriado e agravou sua condição física. Seu caso tem similaridades com o do paraibano Carlos Antônio dos Santos Freitas, o Carlinhos, que com 420 kg foi internado para tratamento no Hospital das Clínicas.

Com obesidade grau IV, Bianka, que desde criança sinalizava sobrepeso, sofre com diabetes, hipertensão e insuficiência respiratória. Também está com infecção urinária e impossibilitada de caminhar. “Uma equipe do Corpo de Bombeiros atendeu Bianka em casa. Ela estava caminhando com dificuldades quando caiu, e a queda acabou comprimindo seu corpo e piorando a situação respiratória”, relata o irmão. A dificuldade para caminhar antes da queda veio acompanhada de piora em sua dicção. Bruneldo também explica que, em adição aos problemas físicos, sua irmã tem déficit cognitivo e toma remédios controlados para ansiedade e saciar a fome.

Seu primeiro atendimento, após a locomoção realizada por equipe do Corpo de Bombeiros, foi na UPA de Jardim Paulista. Devido à gravidade do caso, logo no dia seguinte, Bianka foi transferida para o Hospital Getúlio Vargas, onde permaneceu por 21 dias. Para o irmão, sua liberação foi precipitada. “Houve uma alta precoce de Bianka. Tanto que no caminho ela já passou mal. Ela foi levada num colchão, não numa maca, numa ambulância quente e sem o tubo de oxigênio. Foi um erro cometido com ela”, conta. A direção do HGV garante que a paciente só foi liberada após apresentar melhora clínica, e que durante o internamento recebeu toda a assistência necessária.

Ainda, segundo a Secretaria de Saúde do Estado, o transporte com o colchão foi realizado por ser a forma encontrada para remover a paciente “com segurança e o mínimo de conforto”, já que, por pesar cerca de 300 quilos, não existe na unidade – ou em serviços de resgate – maca que possa suportá-la.

A Secretaria de Saúde do Estado informou que o quadro de Bianka é estável e que ela estava em casa quando apresentou intercorrências e piora clínica. É apontado ainda que a transferência para um hospital de referência já foi requisitada e pode acontecer a qualquer momento.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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