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Partido Comunista Chinês proíbe golfe e relações sexuais 'impróprias'

Jogar golfe, ter relações sexuais 'impróprias' e abusar da comida e da bebida estão na lista mais recente de proibições aos integrantes do Partido Comunista Chinês (PCC). Foto: Ed Jones/AFP
Jogar golfe, ter relações sexuais ‘impróprias’ e abusar da comida e da bebida estão na lista mais recente de proibições aos integrantes do Partido Comunista Chinês (PCC). Foto: Ed Jones/AFP

Pequim – Jogar golfe, ter relações sexuais ‘impróprias’ e abusar da comida e da bebida estão na lista mais recente de proibições aos integrantes do Partido Comunista Chinês (PCC), anunciou a agência oficial Xinhua.  As restrições, aplicadas aos quase 88 milhões de membros do maior partido político do mundo, são as “regras disciplinares mais rígidas” desde a abertura do país no início dos anos 1980, segundo o documento do Escritório Político do Comitê Central, principal órgão dirigente do PCC.

O presidente Xi Jinping, que também é o líder do partido, considera a corrupção uma ameaça à supremacia do PCC e, para erradicá-la de suas fileiras, iniciou uma dura campanha, que alguns consideram um expurgo política.  O PCC multiplicou o número de expulsões e investigações de integrantes acusados de ter um “estilo de vida decadente”, repleto de festas, relações extraconjugais e gastos astronômicos. Alguns destes problemas são crônicos dentro do partido há várias décadas e provocaram vários alertas, com maiores ou menores consequências. 

Os termos “adúltero” e “relação com amante”, que estavam presentes na versão anterior do regulamento em 2013, foram substituídos por uma expressão mais vaga: “relação sexual inapropriada com alguém”, explica Xie Chuntao, diretor do departamento de história da Escola Central do PCC. 

“Estas (relações sexuais) são, em alguns casos, apenas questões de moralidade que não são ilegais”, admite, “mas as formulações anteriores, muito precisas, permitiam que algumas pessoas aproveitassem as lacunas regulamentares”. O golfe, uma atividade promovida pelas autoridades esportivas chinesas, está agora na mira do regime, pois é uma das atividades de ócio favoritas dos ricos de alguns líderes políticos do país, corruptos ou não. 

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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