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Perímetro Irrigado do Itiúba da Codevasf colhe safra de inverno do arroz em Alagoas

Os agricultores familiares estão em pleno trabalho para colher a safra de inverno de arroz no Perímetro de Irrigação do Itiúba, mantido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), às margens do rio São Francisco, no município de Porto Real do Colégio (AL). A projeção é que o perímetro colha uma safra com produtividade em torno de 6 toneladas por hectare e com produção total de 5,3 mil toneladas, gerando renda para as famílias assentadas e movimentando a economia no Baixo São Francisco alagoano.

“Estamos no meio da colheita. Ela iniciou no final de setembro e vai até o meio do mês de novembro. Os lotes que estão sendo colhidos já estão se preparando para a próxima safra de verão”, informou o técnico agrícola da Codevasf Paulo Fraga, que acompanha as atividades do perímetro.

Fraga observa que historicamente a safra de inverno possui produtividade e produção menor que a de verão. Segundo ele, devido à redução na quantidade de grãos disponíveis para venda na região, há uma elevação no preço de venda do alqueire de arroz. “Nesse período, o arroz é vendido por um preço melhor, de 10% a 15% maior que o preço praticado no verão”, destacou.

Em média, os lotes do Perímetro Irrigado do Itiúba têm área aproximada de 3,8 hectares. É com base nessa área média que os agricultores familiares fazem suas projeções de colheita.

O agricultor Edson Alexandre dos Santos trabalha em seu lote no perímetro há quase 40 anos. Dois de seus filhos também estão assentados em lotes do Itiúba. Ele está bastante satisfeito com a colheita do arroz e espera que a produção seja maior que a de verão.

“Até o dia 15 de novembro, eu jogo as sementes de novo e, no final de março, eu colho. Confio que vou tirar de 100 alqueires (24 toneladas) para frente. Mas somente vamos saber quando tirar o arroz e pesar. Estou achando que vou tirar mais que a do verão, que consegui 93 alqueires de arroz (22,32 toneladas)”, disse o agricultor.

Márcio Ferreira e Marcelo Ferreira são irmãos e trabalham juntos. Filhos do agricultor José Ferreira, que também cultiva arroz no Itiúba, eles vivem a rizicultura desde cedo. “Tudo que nós temos foi conseguido por meio do trabalho no lote. A colheita dessa safra foi boa. Somente não teve o rendimento da safra passada, mas não podemos reclamar. A safra de verão sempre é melhor que a de inverno. Já colhemos tudo e vendemos para um comprador de Pernambuco por R$ 175 o alqueire (240 kg). Meu pai já conseguiu vender por R$ 180 o alqueire”, afirmaram.

Na avaliação do chefe da Unidade Regional de Empreendimentos de Irrigação, o engenheiro agrônomo Antônio Canário, a colheita da safra de inverno de arroz traz boas perspectivas, mesmo diante do histórico de um desempenho menor que a de verão. “A safra de inverno possui uma produtividade bem menor que a de verão por conta da temperatura do período que é um pouco mais baixa e devido ao aumento da umidade”, explicou.

“Além disso, essa safra foi um pouco tensa por conta da redução da vazão do rio São Francisco que, consequentemente, levou a redução do nível do rio e dificultou a captação de água. Esse problema está sendo solucionado, pois já está sendo construindo uma nova estação flutuante na estação de bombeamento principal, que atualmente trabalha somente com bombas fixas. Assim, acreditamos que a safra de verão será mais tranquila com esse investimento do Ministério da Integração Nacional, por meio da Codevasf”, completou.

 

 

Bruno Santos – Jornalista Mte 759/AL

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