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Precisamos de medidas para moralizar a Câmara, diz presidente

Vereador apontou que há servidor morando fora de Maceió, mas recebe salário

 

O presidente da Câmara de Maceió, vereador Kelmann Vieira (PMDB) declarou, durante a sessão ordinária da tarde desta quarta-feira (28), que a Casa precisa de uma série de medidas moralizadoras para sepultar vícios antigos. Entre as ilegalidades apontadas pelo presidente, estão o de um servidor que deveria trabalhar na Câmara, mas reside fora da cidade. Ele também apontou que há informações que apontam que servidores não dão expediente no parlamento mirim, mas recebem mensalmente.

De acordo o presidente da Casa de Mário Guimarães, nos últimos dias ele foi procurado por algumas pessoas para autorizar a concessão de abono permanência para alguns servidores que deveriam estar aposentados e, mesmo com o pedido de renovação, não comparecem para trabalhar na Câmara há muito tempo. O vereador destacou que medidas como essas, que vão de encontro a legalidade, devem ficar no passado.

“O cadastramento biométrico vai apontar quem vem ou não trabalhar na Câmara. Quem não vier será demitido após a abertura de um processo legal. Não vou aceitar que essas situações, mesmo os parentes de colegas de vereadores, continuem a acontecer. Fiquei sabendo que tem servidor que deveria trabalhar, mas vive em outra cidade. É uma verdadeiro absurdo”, apontou.

Ainda durante a sessão, o presidente revelou ainda que, após um levantamento nos gabinetes dos vereadores, ficou constatado que alguns deles tinham à disposição até 25 servidores efetivos da Câmara lotados. Com a descoberta, a presidência da Casa emitiu uma portaria limitando em até três servidores por gabinete. Após o discurso, o presidente recebeu apoio de colegas de parlamento.

“Tínhamos alguns servidores lotados há décadas na maçonaria, uma situação esdrúxula e que não pode voltar acontecer. Todos os 230 servidores terão de trabalhar e bater o ponto diariamente. Cumprir aquilo que a lei determina. Vamos realizar apenas o que é assegurado por lei. Eu, como vereador, estou preparado para cortar na própria carne”, considerou.

Por fim, o presidente da Câmara anunciou que as verbas indenizatórias dos vereadores serão colocadas no portal da Câmara, com o objetivo de assegurar transparência no uso dos recursos públicos.

 

Por Jonathas Maresia

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