Rafinha Bastos se apresenta e grava programa de TV no Recife

Foto: Middia Assessoria/Divulgação (Foto: Middia Assessoria/Divulgação)
Foto: Middia Assessoria/Divulgação

O show Rafinha Bastos apresenta tem uma proposta diferente dos espetáculos de humor. Em turnê nacional, a apresentação tem vida dentro e fora dos palcos. O comediante chega ao Recife neste sábado, acompanhado do humorista Marcelo Marrom e o convidado da edição, Nigel Goodman, roteirista do extinto Agora é tarde (Band), e sai pela cidade à procura de piadas para inserir no roteiro. “Uma das características da proposta é não pesquisar nada antes. Das experiências que tive na cidade, não vou levar nada. Vou viver aí e no dia levar para o palco”, explica Rafinha.

A apresentação será realizada neste sábado, às 21h30, no Teatro RioMar. Recife é a quinta cidade a receber o espetáculo. A passagem pela capital pernambucana será acompanhada pela equipe do Multishow,. Será um dos 20 episódios do novo programa On the road. A atração deve estrear no primeiro semestre de 2016 no canal pago e marca a volta do comediante à televisão, após o fim do Agora é tarde em março. Na internet, ele segue com o programa 8 minutos e a websérie policial Chamado central, exibida às segundas-feiras, no YouTube.

Como surgiu a ideia do programa no Multishow?
O programa foi feito em parceria com a produtora Floresta. A gente fez um piloto em uma cidade e gostaram bastante. Serão 20 episódios. Temos bastante viagem para fazer. Eu levo dois comediantes para viverem as situações da cidade. A gente aprende sobre a cidade e transformamos em conteúdo para o show. A gente consegue construir em uma competição amigável para ver quem se sai melhor com o conteúdo. O show não é só sobre a cidade. É um show de comédia normal, mas tem um trecho dedicado ao local.

Há uma preocupação de o espetáculo não reforçar estereótipos?
Isso não é um problema. O grande problema é correr o risco de descobrir coisas que o povo da cidade não se identifique, ou de brincar com algo típico e o povo se sentir ofendido, ou esquecer coisas características da cidade e se ater a detalhes não importantes. O que a gente vai ver na cidade pode ser que não seja bom. Raramente isso não funciona.

Como fugir de alguns clichês?
O clichê do pessoal do Recife talvez não seja para o resto do Brasil. Mas há algumas coisas clichês que são chatas e a gente não fala. Exemplo: “gaúcho é veado” ou “baiano não trabalha”, eu não faço. Eu tenho meus limites. Minha construção tem mais a ver com a qualidade que com a resposta do público.

Você fez recentemente o filme José Aldo, previsto para janeiro do próximo ano. Como foi o personagem?
Eu interpreo o melhor amigo dele. Faço um lutador. Foi uma experiência legal. Meu personagem é mais um amigo tirador de sarro. Tive pouco tempo de fazer preparação, mas aprendi a lutar. Eu já o conhecia antes. Já gravei com ele para A liga e o encontro em eventos de MMA. Eu quero aproveitar essa entressafra e atuar mais. Eu tenho dois projetos para o cinema que estou desenvolvendo. Não tenho especificamente o desejo de fazer uma novela, mas gostaria de testar alguma coisa. Adoraria pensar a respeito.

Você faria algum projeto na televisão que não fosse no âmbito do humor?
Eu não fico pensando nisso. Eu quero atuar mais, aproveitar essa entressafra e atuar mais. Eu tenho dois projetos para o cinema que estou desenvolvendo. Não tenho especificamente o desejo de fazer uma novela, mas gostaria de testar alguma coisa. Se aparecesse, eu toparia com o maior prazer. Adoraria pensar a respeito. É dificil mergulhar meses em um projeto só, mas seria interessante.

Desde o fim do Agora é tarde, neste período distante da tv, você está com um olhar mais crítico sobre TV aberta?
A gente vive um momento de transição com a TV aberta se adaptando às novas tecnologias. Foi um pouco por conta disso que começou uma crise comercialmente falando. Mas eu gosto de TV. Acho um veículo legal. Independente, eu acabo sempre topando fazer.

Você acredita que a TV aberta não seja espaço para humoristas que querem liberdade?
A gente trabalha sobre a legislação brasileira. Se alguém desagradar alguém, passível de processo, você pode ser processado se falar dentro do ônibus. Independentemente se falar no ônibus ou na internet, você está aberto a isso. A TV aberta tem outros vínculos que tem um pouco mais de controle, mas depende da emissora. Vinculos comerciais e outras responsabilidades que não dizem respeito à liberdade. Mas isso ocorre até na internet. Não existe um lugar totalmente livre.

Serviço:
Rafinha Bastos Apresenta
Quando: hoje, às 21h30
Teatro RioMar: 4º piso do RioMar Shopping  (Av. República do Líbano, 251, Pina, Recife)
Informações: (81) 4003.1212
Ingressos: Plateia: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia). Balcão: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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