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Taxistas e motoristas de Uber batem boca antes de audiência pública em Brasília

Taxistas e motoristas do Uber se encontram novamente para mais um debate sobre a possível regulamentação da nova classe de transporte individual. No início da tarde desta terça-feira, o grupo se concentrava em frente ao Anexo II da Câmara do Deputados para mais uma audiência pública — cujo objetivo era discutir as razões que podem levar ou não à regulamentação do aplicativo. Enquanto aguardavam o início da sessão, houve um princípio de bate boca entre as classes de transporte. 

Entre denúncias de agressão e supostas ameaças, a população brasiliense assiste ao impasse sem saber o que esperar. Apesar disso, o prazo para uma definição acerca do aplicativo de transporte individual está acabando. O grupo de trabalho desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) tem até 10 de novembro para apresentar a decisão final sobre a regulamentação ou não do Uber na capital federal. A referida equipe nasceu do veto do governador Rodrigo Rollemberg ao Projeto de Lei nº 282/2015, de Rodrigo Delmasso (PTN), que proibia a circulação dos carros executivos. 

Para os motoristas vinculados ao aplicativo, a ocasião é de expectativa. “Esperamos que a regulamentação venha até a segunda quinzena de novembro. Estamos muito otimistas”, afirma Milton Azevedo, 48 anos. Para ele, que aguardava ansioso pela audiência pública, o transporte feito pelo Uber não caracteriza pirataria e deve ser considerado legítimo pela qualidade dos serviços prestados. “São os clientes que nos chamam e nós vamos até eles. Somos uma potência e não tem como negar”, defende. 

O taxista Adriano Barros, 30, reconhece que os serviços prestados pela empresa de transporte executivo são positivos, mas não acredita em um meio que viabilize a legitimação do aplicativo. “O jeito que eles tratam os clientes é interessante e nós podemos adotá-lo, mas do jeito que está não tem como continuar. Assim, qualquer um compra um carro e vira taxista”, critica. Para ele, a única alternativa seria criar uma subdivisão dentro do grupo dos taxistas. “A solução é criar a categoria dos táxis com placas vermelhas”, afirma.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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