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Apresentador do CQC, Marco Luque diz que programa "pega mais leve" a pedido da Band

Ator e comediante é o único integrante da formação original do CQC, na Band. Foto: CharlesTrigueiro/Divulgação
Ator e comediante é o único integrante da formação original do CQC, na Band. Foto: CharlesTrigueiro/Divulgação

Em altos e baixos do CQC, Marco Luque permanece na mesma cadeira e na mesma bancada. É o único integrante da formação original. E não sente falta de mudar de função na atração, atualmente conduzida por Dan Stulbach. Uma das atrações do festival Risadaria, que ocorre neste domingo, às 20h, no Teatro RioMar, o ator e comediante está no humorístico da Band desde a estreia em 2008. Em São Paulo, ele está com novo espetáculo, que só deve chegar no Recife no próximo ano. Luque também vislumbra ampliar a inserção no cinema e na televisão. No teatro, o espetáculo Labutaria é o mais conhecido do ator, além do stan-up comedy Tâmo junto. Ele conduz sessão do evento, que também terá Rodrgio Fernandes, Victor Sarro e Marlei Cevada. Os ingressos custam R$ 25 e podem ser comprados através do site www.risadaria.com.br.

entrevista >> Marco Luque

Como você analisa o CQC atual?
A gente teve uma reformalução legal. Na segunda-feira, dia 16, tivemos o maior Ibope do ano. Está bem legal. A gente tem uma linha de produtividade. O programa terá mudanças em 2016, mas ainda não sei quais. Mas é mentira isso que a Band dispensará repórteres. Ninguém foi dispensado.

Em tempos de intolerância, é difícil falar de política?
A gente está pegando mais leve, mas é um pedido da Band. Acho que é por ser um ano difícil. Não deve estar fácil para ninguém, nem para o governo atual. A gente tem que evitar alguns assuntos. Acho ruim, porque a personalidade do programa sempre foi falar.

A reportagem sobre a tragédia de Mariana foi muito repercutida. O que achou da proibição de a equipe entrar na coletiva de imprensa?
A gente foi até lá. Uma característica das reportagens do CQC é que chegamos muito perto. CQC tem uma forma diferenciada de fazer matérias. A proibição foi muito ruim. Eles alegaram que a gente ia fazer piada sobre o assunto, quando, na verdade, a gente quer fazer pergunta que o povo quer fazer. Isso é triste. Uma multinancional investiu bilhões e não tem fiscalização adequada. Eles receberam uma multa de R$ 200 milhões. Isso é pouco, comparado ao valor que eles faturam por ano. Tem que ter punição mais severa. Colocar gente na cadeia seria compatível com o que ganham por ano. Empresa capitalista merece castigo capitalista.

Você pensa em cinema ou televisão?
Eu ando pensando nisso e em investir na minha participação em dramaturgia. Eu tenho um curso como ator. Me formei em Fátima Toledo. Só falta agora encaixar um projeto interessante. Acabei de gravar uma participação no filme Talvez uma história de amor, com Mateus Solano no elenco.

Já pensou em explorar outra função além da bancada?
Por enquanto, não. Eu gosto. Nunca enjoei. Nunca tive vontade de sair. Eu fico contente de continuar no programa. Acho que faço um trabalho legal. Nunca tive problemas. A direção da Band gosta de mim.

Surgiram programas com a proposta de mais liberdade no humor. O público está mais exigente?
Eu adoro essa liberdade na tevê. Vira e mexe tem um programa que surge com essa proposta na TV aberta. TV Pirata era um exemplo. Fico contente que tenham mais programas que utilizem a liberdade do humor para cutucar quem merece ser cutucado. O povo não é bobo. O povo que ter identificar. Todo mundo teve uma queda na audiência devido ao crescimento da internet, do serviço de streaming e da TV por assinatura. O público não está mais preso na TV aberta. Cabe a ela ter que se adaptar e viver essa nova fase, sem volta.

Números

2 pontos
Média de audiência do CQC

7 anos
o CQC está no ar

3 pontos
Média no Ibope com a reportagem da tragédia de Mariana

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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