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Cauã Reymond fala sobre carreira e vida amorosa


Ator conta que a filha Sofia, de 2 anos, é prioridade em seu pouco tempo livre


Camila Botto
(camila.botto@redebahia.com.br)

Desde quando surgiu na televisão há 13 anos, o carioca Cauã Reymond, 35, faz o público suspirar e já colocou seu nome no hall dos galãs. “Entendo o papel do galã como uma função dramatúrgica que preencho sem problema algum. Mas não ando por aí me achando um galã na vida pessoal”, diz, entre risos.

O bonitão, no ar atualmente como o lutador Juliano em A Regra do Jogo, novela das 21h da Globo/TV Bahia, celebra a nova parceria com o autor João Emanuel Carneiro e com a diretora Amora Mautner, mesma equipe do sucesso Avenida Brasil (2012), no qual viveu  Jorginho. “É uma parceria que tem dado muito certo. Tenho imenso carinho e admiração pelos dois e orgulho de fazer parte desse time mais uma vez”, afirma o ator, que se inspirou em um amigo para construir Juliano.

“Me inspirei em um amigo professor de artes marciais que tem um projeto como o do Juliano, que tira crianças das ruas”, conta. “Acho o Juliano um super ser humano. Gosto de pensar que tenho coisas dele, sim. Aprendo muito com ele”, revela.  Cauã garante que não sente a pressão pela cobrança de audiência. Diferentemente de Avenida Brasil, A Regra do Jogo tem derrapado no Ibope sofrendo para ultrapassar a média de 30 pontos. Cada ponto equivale a 67 mil domicílios na Grande São Paulo. “Não chega para os atores. Estamos concentrados no nosso trabalho, em contar essa história e felizes com o retorno sempre muito carinhoso do público”, pontua. 

Cauã gostou dos novos rumos do personagem, que descobriu ter sido enganado pelo pai Zé Maria (Tony Ramos) durante toda vida. “O mocinho é o último a saber de tudo, então sempre que há uma descoberta como esta, torna-se um acontecimento muito esperado”, acredita. “A nova fase o leva para um lugar menos passivo, de alguém que perdeu tudo e busca fazer justiça, provar sua inocência e recuperar o amor de Tóia”, emenda. 

Vida amorosa

É também a torcida do público. “A abordagem do público é sempre gentil e tenho visto uma torcida grande para que o Juliano volte com a Tóia”, entrega ele, que no momento tem contracenado mais com Bruna Linzmeyer, intérprete de Belisa. “Admiro muito a carreira que ela está traçando e as escolhas que tem feito como atriz”, diz ele, se esquivando de comentar um possível relacionamento com Bruna. 

A atriz devolve os elogios: “Adoro gravar com ele. As cenas do Juliano e da Belisa são lindas e isso nos dá muito prazer em fazê-las”. A vida amorosa de Cauã, desde que se separou de Grazi Massafera em outubro de 2013, é alvo de muitas especulações.  Já foi dito que ele teve caso com a atriz Ísis Valverde, sua parceira de cena em Amores Roubados (2014), além de pequenos affairs – nunca assumidos – com a dançarina Aline Riscado e com a atriz Bárbara Evans. O galã diz ser reservado: “Não sou um cara muito fácil de chegarem em mim. Imagina que chato toda hora tem alguém. Mas rola sem problema, eu converso”.

Mas atenção, meninas: ele não gosta muito de mulher que chega junto. “É bonitinho esse jogo. Os dois se olharem. Odeio mulher que chega, mas já chegaram em mim e eu achei legal, rolou um relacionamento. Foi sutil, mas foi ela quem tomou a frente, ela que me pegou”, entrega. A vida namorando parece ser a preferida dele. “Tenho 35 anos e fiquei dez anos casado. Foram três com a Alinne Moraes e sete com a Grazi. Fiquei pouquíssimo tempo solteiro. Ficaria amarradão se eu encontrasse alguém e tivesse uma relação mais longa de novo. É melhor namorar do que ficar solteiro. Mas solteiro tem suas vantagens: se encontrar uma pessoa legal e der vontade, posso ficar”, afirma. 

A prioridade do ator, no entanto, é a filha Sofia, 2 anos. “Quando tenho tempo, gosto de ficar com minha filha, dormir, cuidar da saúde e pensar nas férias”, diz o ator, já cheio de planos para depois de A Regra do Jogo. “No momento o foco está totalmente na trama, mas depois que a novela acabar vou me dedicar integralmente ao projeto de Pedro, longa-metragem que estou produzindo ao lado de Mario Canivello e Lais Bodanzky sobre Dom Pedro I”, revela. Nas telonas, Cauã estará também em Reza a Lenda, com estreia prevista para janeiro. 

Na história, dirigida por Homero Olivetto, ele é Ara, líder de um bando de motoqueiros armados que atua no sertão nordestino. A atriz Sophie Charlotte interpreta Severina, companheira do protagonista. O elenco tem ainda nomes como Jesuíta Barbosa, Julio Andrade e Silvia Buarque.

Antes de A Regra do Jogo, Cauã ficou um tempo se dedicando a séries como Amores Roubados (2014) e O Caçador, exibida no mesmo ano. Ele garante não ter preferência entre séries e novelas. “Gosto de fazer as duas coisas, pois cada uma tem seu valor. Na novela, a carga horária de trabalho diária é pesada, mas ela provoca uma reação imediata do público já no dia dia seguinte, e essa é uma sensação que somente a novela pode dar. Já nas obras fechadas, com início, meio e fim totalmente definidos, você tem mais tempo para preparar as mudanças pelas quais o personagem vai sofrer ao longo da história. E isso também é muito rico. O ideal mesmo é alternar, como venho conseguindo fazer”, diz.

Cauã começou na televisão na temporada 2002 de Malhação. Dois anos depois, ganhou maior projeção como o lutador Thor em Da Cor do Pecado, também escrita por João Emanuel Carneiro. O primeiro papel no horário nobre veio na sequência: em Belíssima, exibida em 2005.  

O primeiro protagonista foi em 2011 como Jesuíno de Cordel Encantado, escrita por Duca Rachid, Thelma Guedes e Thereza Falcão. “Foi difícil porque o mocinho não pode sair muito da linha, ele fica restrito a um espaço de caráter único, o que foi um grande desafio para mim, manter isso. Trabalhei em termo de atuação em pontos em que não estava acostumado. Foi um grande presente, é um momento especial da minha carreira”, relembra Cauã, cujo último papel foi André da série O Caçador (2014), dirigida por Heitor Dhalia. 

No trabalho, o galã protagonizou cenas quentes com a atriz Cleo Pires. “Fazemos personagens que mexem com a fantasia das pessoas, é natural que isso transborde. Quando estou em um trabalho como esse, a sensualidade é intencional. Mas, na vida, não. Só se estou interessado em alguém. Fiquei anos casado e não estava interessado em ninguém”, encerra.

Tags:Entrevista, Cauã Reymond, Vida Amorosa, Carreira, Relacionamento

Fonte: iBahia.com.br
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