Coro e pedido de casamento na estreia do Festival DoSol no Recife

Festival começou em Natal e teve ediçaõ no Recife.  Crédito: Brenda Alcântara/D.P./D.A.Press
Festival começou em Natal e teve ediçaõ no Recife. Crédito: Brenda Alcântara/D.P./D.A.Press

A estreia do Festival DoSol no Recife foi testemunhada por cerca de mil pessoas, nesta sexta-feira, no Catamarã. Artistas como Tagore, Dead Fish e Móveis Coloniais de Acaju se revezaram no palco do evento, que já está na 12ª edição em Natal e segue até o dia 20. Apesar do espaço não ter atingido a capacidade máxima do local, não faltaram coros, subidas no palco e até pedido de casamento durante as apresentações.

Ao todo foram oito show entre artistas locais, bandas estrangeiras e nomes conhecidos no cenário rock e pop rock nacional. Um dos grupos pouco conhecidos e que surpreendeu foi o francês Dot Legacy. Tocando no comecinho, quase sem público, o quarteto empolgou quem parou para assistir a apresentação mostrando uma boa performance de palco e um som de rock que remetia um pouco ao ideal de banda de garagem que se tinha no fim dos anos de 1990, início dos anos 2000.

Apesar de toda a noite ter um pouco desse clima de juventude órfã de batidas ritmadas e rápidas, somadas ao idealismo hardcore, um dos destaques nada tinha a ver com o som  pesado. A banda pernambucana Tagore animou o público com músicas que carregavam o sotaque forte, típico regional, feitas para se remexer e mescladas com sons como baião, rock, folk e outros experimentos.

Outro destaque da noite ficou por conta da volta de Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos todos inúteis. De volta aos palcos há cerca de dois anos, o grupo disponibilizou ano passado seu novo álbum, Trazendo luzes eternas.

Porém a estrela da noite foi mesmo Dead Fish. A banda do Espírito Santo teve o maior setlist do evento e levou à loucura os fás que se espremiam na grade de contenção para chega um pouco mais perto dos integrantes. Alguns chegaram a subir no palco e cantar no microfone. O show começou com músicas como Jogojogo, do novo CD Vitória, lançado este ano, e percorreu clássicos como Zero e Um, Molotov, Queda Livre e o forte Mulheres Negras. Foram 20 músicas no total.

“Nosso discurso é o mesmo de 20 anos atrás e continua atual”, diz Rodrigo Lima, vocalista da banda – que completa 25 anos em abril de 2016 – e responsável por grande parte das letras, que carregam sempre versos com conscientizações políticas e sociais. Ele afirma que a intenção é chamar a atenção para o que está acontecendo na sociedade e é otimista quando admite que o público do Dead Fish vem se renovando e que com ele as mensagens passadas pelo grupo reverberam. “Se dois ouvissem já seria o bastante”, afirma.

Mas o que havia começado como – quase – uma ode ao hardcore terminou de forma romântica e dançante ao som do Móveis Coloniais de Acaju. A banda de Brasília mostrou que tem um público fiel na cidade e aproveitou a baixa lotação para descer do palco e fazer uma ciranda com os fãs que aguardaram fielmente até o começo do show às 2h40 da manhã. E além de ficar pertinho dos ídolos, quem permaneceu no local pode conferir o pedido de casamento do jovem Matheus Miranda para a sua – agora noiva – Larissa Falcão, ambos com menos de 21 anos, mas já com bastante certeza para assumir o compromisso.

No setlist do Móveis músicas como Lista de casamento, Copacabana, Dois sorrisos, A menina dança, Vejo em teu olhar, O tempo e muitas outras fizeram todos os remanescentes amanhecerem no Catamaran ainda aos pulos.

CONFIRA AS PRÓXIMAS DATAS E ATRAÇÕES DO FESTIVAL DO SOL:

14/11

Palco Estelita:
Mangüerbes (SP)
Mundo Alto (SP)
Medulla (RJ)
Water Rats (PR)

20/11
Palco Estelita:
AMP (PE)
Supercombo (ES)
Far from Alaska (RN)

SERVIÇO
Festival Do Sol
Quando: 14 e 20 de novembro
Onde: Estelita bar (Av. Saturnino de Brito, 385 – São José, Recife)
Quanto: R$ 25
Informações: http://festivaldosol.com.br/recife-pe

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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