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Crianças confiam demais em resultados do Google e vídeos do YouTube, diz pesquisa

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Um relatório da Ofcom, órgão regulador das empresas de telecomunicações do Reino Unido e vigilância de Internet, disse que as crianças e jovens são muito confiantes de que encontram na web. Suas pesquisas revelaram que uma porcentagem surpreendentemente alta delas não é capaz de diferenciar conteúdos editoriais de anúncios pagos, devido a alta confiança.

Um em cada cinco on-line entre os 12 e 15 (19%) acredita que as informações retornadas por um motor de busca tais como Google ou Bing devem ser verdade, no entanto, apenas um terço dos 12-15 (31%) são capazes de identificar pago anúncios nestes resultados.

Os números da Ofcom mostram que as crianças são excessivamente confiantes nos adultos responsáveis pela mídia e também aparentemente desconhecem como a Google faz seu dinheiro. Além disso, 8% das crianças entre 8 e 15 pensam que as coisas que veem on-line são “verdadeiras”.

Claro que nós não podemos realmente culpar as crianças e adolescentes. Os dados da Ofcom dizem que apenas 52% delas entre os 12 e 15 anos diz estarem conscientes que o YouTuber ganha dinheiro com publicidade, com uma percentagem semelhante sem saber que alguns vloggers podem ter sido pagos para promover os produtos que estão falando a respeito em seus vídeos.

Apenas metade dos 12-15 (52%) que assistem YouTube estão cientes de que a publicidade é a principal fonte de financiamento no site, e menos de metade (47%) são cientes de que ‘vloggers podem ser pagos para endossar produtos ou serviços.

Crianças que foram parte da pesquisa, no entanto, perceberam quando se tratava de “personagens” on-line. Quase três entre quatro delas disseram que a maioria das pessoas tem um comportamento diferente quando estão online, e há mais garotas do que garotos com essa percepção.

O que tranquiliza um pouco é que 97% de 8 a 15 anos de idade pode lembrar dos conselhos que receberam sobre segurança on-line, especialmente quando esse conselho foi dado pelos pais, e 84% dizem que contam à família ou a um professor se eles viram algo on-line que lhes diz respeito.

A informação não é alarmante, mas serve para deixar as pessoas atentas. O YouTube Kids, por exemplo, já foi alvo de denúncias devido a abusos em publicidade infantil e acusado de propagar piadas sobre pedofilia. Se a internet é um lugar onde as crianças tem a tendência de acreditar refletir a realidade e não sabem como diferenciar um conteúdo editorial das propagandas, elas podem ser mais facilmente ludibriadas por anunciantes que se aproveitam disso e por disseminadores mal intencionados de ideias prejudiciais à infância.

Também é importante notar que a pesquisa foi realizada no Reino Unido, e a realidade no Brasil pode ser diferente, com números maiores ou menores de crianças que confiam demais no que encontram no Google e assistem no YouTube.

Como sempre, cabe aos pais e responsáveis educá-las corretamente sobre o tipo de material confiável na internet, mas também deve-se observar de perto dos distribuidores de conteúdos, para se certificar de que seguem as normas corretamente, por exemplo, os regulamentos para publicidade infantil.

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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