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Cunha quer guarida de Arthur Lira na CCJ

Presidente da Câmara dos Deputados prepara recurso contra o Conselho de Ética

 

Incansável, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro, luta com unhas e dentes para não perder o mandato, agora ameaçado pelo Conselho  de Ética da Casa e já desmoralizado pelo seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, com depósitos bancários em contas suspeitas na Suíça, onde ele é beneficiário.

Cunha já prepara recurso para atacar o Conselho de Ética na Comissão de Constituição e Justiça (CGC), onde o presidente, deputado Arthur Lira, do PP de Alagoas, é seu aliado, segundo a Folha de São Paulo desta segunda-feira. A intenção é apontar falhas na condução do processo.

Mas Eduardo Cunha só apresentará o recurso no caso de o colegiado recomendar a cassação de seu mandato, o que parece mais provável depois da última quinta-feira, onde numa manobra, o presidente da Câmara tentou evitar a apresentação do parecer preliminar do relator Fausto Pinato, do PRB de São Paulo.

O parecer de Pinato é pela continuidade do caso.

O relator alega ter encontrado elementos suficientes que indicam a participação de Cunha nos esquemas de corrupção da Petrobras, desarticulados pela Operação Lava Jato.

O Conselho volta a se reunir amanhã, 24, mas o presidente, deputado Carlos Araújo (PSB-BA), já anunciou que pedirá vista do processo, o que fará com que uma nova discussão sobre a cassação de Eduardo Cunha só ocorra no início de dezembro.

O que dá tempo e fôlego a Cunha, na preparação de um arsenal de argumentos contra a tramitação do caso no colegiado.

De modo que, o presidente da Câmara dos Deputados ainda tem munição suficiente para acuar o governo e violentar a ética política na Casa, mesmo acuado pela Lava Jato e pelo Conselho de Ética.

Já o partido de Cunha, o PMDB, esse, nem uma palavra sequer sobre toda essa movimentação.

Nem a favor, nem contra.

Até parece que Eduardo Cunha não é peemedebista.

 

Por Eliane Aquino

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