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De olho no iPhone: Google deseja criar hardware padronizado inspirado na Apple

Da Redação do site Tudocelular.com.br

O iPhone tem como diferencial não apenas ter um sistema móvel único, mas também por contar com hardware só dele. A gigante de Cupertino sempre desenvolveu seu próprio chipset para tirar o melhor proveito da comunicação entre hardware e software. Não é de se negar que o Apple A9 é um dos mais potentes do mercado atualmente e oferece grande desempenho mesmo trazendo uma solução dual-core, mas parece que Google também pensa que tal implementação seria o melhor para o Android.

O Android sofre de um problema grave de fragmentação, onde ainda vemos vários aparelhos com edições antigas com dois ou mais anos de mercado. Boa parte da culpa está no descaso das fabricantes que não atualizam os seus produtos, especialmente os de baixo custo. Mas a grande flexibilidade de hardware também acaba dificultando este processo, já que existem um mar infindável de drivers e libs necessários para fazer o sistema usar o hardware de forma eficiente. E muitas vezes, algum determinado componente como CPU, GPU ou câmera acaba não recebendo uma atualização necessária, o que impede que tal smartphone seja atualizado para uma versão mais recente do Android.

Google quer se aliar a grandes fabricantes do mercado para desenvolver um hardware específico e centrado para o Android. Seria como um Apple A9, onde a empresa poderia escrever o código do robozinho em cima de um arquitetura “mais fechada”, garantindo um sistema melhor otimizado. Claro, isso acabaria com um ponto forte do Android: a flexibilidade de ter centenas de opções diferentes para agradar o gosto de todos.

O que Google estaria buscando para esse chipset? De acordo com a fonte, a gigante das buscas está fechando parceria para trazer um sensor de alta capacidade para câmeras. Garantindo capturar fotos em uma velocidade incrível mesmo quando você estiver fazendo uma filmagem em alta resolução. Google também deseja uma grande quantidade de memória RAM e de armazenamento, além de um coprocessador para cuidar dos sensores e reduzir o consumo de bateria, como vemos o M9 no Apple A9. Esse coprocessador também seria responsável por gerenciar o Google Now estando ativo o tempo inteiro sem comprometer a bateria.

No entanto, a empresa enfrentar várias barreiras no caminho. A primeira delas está na restrição que será imposta às fabricantes como Samsung, LG e Sony, por exemplo, que não terão mais a liberdade de escolher o hardware de seus produtos, além de tornar todos os smartphones bastante parecidos em termos de especificações. Além disso, Qualcomm e MediaTek, que tendem a valorizar a sua própria tecnologia sobre IP deixariam de ganhar dinheiro com o licenciamento de sua tecnologia adquirida por outras empresas. Acabando com um negócio lucrativo que não faria o menor sentido. Se Google busca o apoio de alguém, poderá não ter muitas do seu lado nesta nova empreitada.

Google sempre tentou ter controle sobre o que cada fabricante faz em cima do Android e falhou gravemente. Tentar controlar o lançamento de smartphones ao determinar o hardware que será usado também tende a outro fracasso. Ela precisa entender que seguir o caminho da Apple é algo muito arriscado, mas quem sabe a mesma não possa usar este novo hardware para padronizar a linha Nexus? Tentar manter o controle nos seus próprios celulares seria uma tarefa muito mais fácil que obrigar outras a fazerem o que ela quer.

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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