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Depoimento da mãe reforça hipótese de abandono de incapaz

Foto: Reprodução/ TV Clube
Foto: Reprodução/ TV Clube

A hipótese de abandono de incapaz, no caso da morte do menino encontrado morto dentro de um pula-pula em Sirinhaém, litoral Sul de Pernambuco, ganhou força para a polícia, após a declaração da mãe, que admitiu estar bebendo em um bar próximo ao local, quando Paulo Henrique Ferreira, de três anos de idade, teria desaparecido no domingo passado.
Inicialmente, Patrícia Maria Silva disse estar catando latinhas mas, em depoimento ao delegado titular de Sirinhaém e responsável pelo caso, Carlos Alberto Veloso, disse que saía do bar para catar latinhas e depois voltava para beber. Para o delegado, o fato é considerado um agravante. Segundo ele, por duas vezes uma criança de 10 anos teria levado o filho até a  mãe e, em uma dessas saídas, não teria voltado mais.

As condições da morte do menino e a responsabilidade pelo caso, no entanto, ainda estão sendo apuradas. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta como causa da morte uma pancada na cabeça e não asfixia, como havia sido cogitado inicialmente.

Ontem, a investigação tomou novo rumo. Um dia após insinuar que a mãe era a principal suspeita de matar a criança, o delegado responsável pelo inquérito, Carlos Alberto Veloso, voltou atrás. Depois de colher novos depoimentos e apontar contradições nos discursos, ele acredita que o pequeno Paulo Henrique da Silva Ferreira tenha entrado no brinquedo sem que as pessoas tenham visto e teria recebido pancadas na cabeça quando a dona do brinquedo tentava murchá-lo. Devido à impossibilidade de realização da perícia no pula-pula, que foi queimado pela população, o delegado deve solicitar uma reconstituição do crime.

Com a nova linha de investigação, tanto a mãe, Patrícia, de 24 anos, quanto a dona do brinquedo, Maria Nazaré Bezerra, de 50 anos, podem ser indiciadas por negligência. Segundo o delegado, para retirar todo o ar do equipamento depois de desligá-lo, a proprietária costumava bater com pedaços de madeira e ferro no brinquedo, pancadas que podem ter atingido a criança. No dia do acidente, estava tendo um concurso de paredão, som automotivo, na praça. A competição teria anulado qualquer tentativa de se ouvir os gritos de Paulo Henrique.

Nesta quarta, Patrícia Maria voltou a prestar depoimento. Ela foi para a delegacia acompanhada de duas funcionárias do abrigo onde foi criada e admitiu ter deixado o menino sozinho em uma praça perto de casa e também que estaria bebendo enquanto catava latinhas. A família acredita que o garoto tenha saído para procurar a mãe e que quando chegou na praça resolveu entrar no pula-pula para brincar.

A dona do brinquedo já foi ouvida duas vezes pela polícia, mas deve ser ouvida novamente para o delegado saber detalhes do procedimento adotado por ela para murchar o pula-pula. A ideia é saber se ela foi negligente por não perceber que havia um menino dentro do brinquedo.

O laudo no corpo da criança confirmou a causa morte por traumatismo craniano e medular, diferente da suspeita de que ele teria morrido asfixiado.

Queda de bicicleta

O delegado Carlos Veloso também soube que o menino teria caído de bicicleta e batido com a cabeça horas antes de brincar no pula-pula. A informação ainda será investigada.

Com informações da TV Clube/Record

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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