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Diretor da Intel vê lado positivo na extinção da Lei do Bem

Da Redação do site Tudocelular.com.br

A Lei do Bem foi criada no Brasil ainda em 2011 para tentar incentivar o comércio de produtos eletrônicos, permitindo que companhias de varejo contassem com total isenção fiscal com relação aos impostos PIS e COFINS. Com isso, tivemos a redução no valor de venda de diversos produtos, mesmo que por pouco tempo, para que estes fossem enquadrados na faixa de até R$ 1.500 estipulada para participação no projeto.

Como todos sabem, a lei será extinta em dezembro deste ano, o que significa que possivelmente teremos preços ainda maiores a partir de janeiro no mercado de eletrônicos, mesmo que muitas varejistas tenham até mesmo aumentado a sua margem de lucro por estarem pagando menos impostos ao invés de repassarem o “desconto” para os consumidores. Segundo o diretor-geral da Intel no Brasil, entretanto, existem lados positivos que devem ser analisados.

De acordo com Dave Gonzales, muitas empresas deixam de lançar produtos topo de linha no mercado brasileiro por estes não se enquadrarem na margem de beneficiamento da Lei do Bem, pois caso fossem comercializados seria cobrado um valor muito acima do que os usuários estão dispostos a pagar, como vimos no caso do Xperia Z5 e seus ultrajantes R$ 4,3 mil. Devido a isto, com o fim da lei e o aumento do preço nas faixas mais baixas é possível que esta política mude, fazendo com que os brasileiros possam “ter acesso ao melhor da tecnologia”.

Isto não faz tanto sentido se analisarmos que o valor cobrado pelos dispositivos de alta gama tem apenas aumentado cada vez mais, não havendo qualquer tipo de política para que ele reduza e se encaixe em algo mais próximo do que os brasileiros consideram aceitável. Além disso, aumentar o preço de modelos de entrada e intermediário serve apenas para mascarar o valor absurdo cobrado pelos mais avançados, fazendo com que seja necessário pagar mais até mesmo para ter o básico.

Se o fim da Lei do Bem será realmente benéfico, pouca gente acredita, porém será interessante vermos como as varejistas irão reagir com o término do incentivo fiscal, pois caso elas decidam manter as estratosféricas margens de lucro o valor cobrado pelos produtos poderá subir substancialmente, fazendo assim com que suas vendas reduzam de forma proporcional. Além disso, com o Brasil em estado de recessão, é pouco recomendado que pessoas acumulem contas longas demais, o que significa que teremos menos gente disposta a investir valores mais altos em dispositivos eletrônicos pelos próximos meses.

E você, concorda com o diretor-geral da Intel? Acha que sem a Lei do Bem poderíamos ter modelos como o LG V10 sendo vendidos em solo brasileiro? Deixe-nos seu comentário abaixo!

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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