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Edilson Silva questiona novos gastos com a Arena Pernambuco

O oposicionista também questionou o adiamento dos prazos para a finalização da consultoria feita pela Fundação Getúlio Vargas, que vai apontar a melhor saída para as finanças do estado. Foto: Roberto Soares/Assembleia Legislativa
O oposicionista também questionou o adiamento dos prazos para a finalização da consultoria feita pela Fundação Getúlio Vargas, que vai apontar a melhor saída para as finanças do estado. Foto: Roberto Soares/Assembleia Legislativa

O deputado estadual Edilson Silva (Psol) voltou a criticar, na tarde desta quinta-feira (04), os gastos do governo estadual com a Arena Pernambuco. No plenário da Assembleia Legislativa, o parlamentar apresentou dados do Portal da Transparência que apontam pagamentos de R$ 7 milhões à Arena Pernambuco Negócios e Investimentos, empresa controlada pela construtora Odebrecht. Ele também fez críticas ao atraso nos resultados da consultoria que o governo estadual contratou, junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV), para fazer uma análise dos custos do empreendimento.

“São praticamente R$ 12,5 milhões que estão empenhados para serem pagos à Odebrecht. Isso mostra que o ajuste fiscal que votamos aqui é para juntar mais dinheiro para pagar esse tipo de contrato”, acusou o parlamentar, referindo-se às medidas de contingenciamento adotadas pelo governo do estado e que foram aprovadas na Assembleia. Sobre a consultoria feita pela FGV, Edilson afirmou que o fim dos trabalhos já foi adiado duas vezes, com previsão de término em dezembro. “Deveria ter sido finalizado em agosto. É uma situação absurda. O governo sai com nota na imprensa dizendo que contratou uma consultoria. Nós esperamos o prazo e o resultado não vem, e a gente percebe que é uma manobra, que procura tratar o povo do estado como se fosse um bando de criança”, disparou o parlamentar.

Membros da oposição fizeram coro às críticas do parlamentar. O líder oposicionista, o deputado Sílvio Costa Filho (PTB), defendeu que qualquer pagamento à Odebrecht seja suspenso até que as polêmicas sejam resolvidas. “Me parece que a Arena é um retrato de uma das escolhas equivocadas do ponto de vista do que se prioriza no governo do estado”, disse a deputada Priscila Krause (DEM).

O líder do governo, deputado Waldemar Borges (PSB), explicou que os gastos mencionados por Edilson Silva se referem aos pagamentos feitos ao Banco do Nordeste, responsável por financiar a obra da Arena. Segundo Borges, ainda faltam R$ 90 milhões referentes a esse contrato. “Também estamos pagando a parte do que eles chamam de COA (Contraprestação da Operação da Arena) ordinária, que é algo em torno de R$ 400 mil por mês”, disse, acrescentando que não há controvérsias sobre esses contratos.

Sobre os questionamentos acerca do adiamento de prazo para o fim da consultoria feita pela FGV, Borges afirmou, que não sabia quando os trabalhos terminariam. “Mas não é por causa de dois meses a mais ou a menos que vamos deixar de tomar uma decisão baseada em estudos consistentes, que vão fortalecer a posicão do governo”, ponderou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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