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Em nota, Levy classifica senadores do PMDB como "mais alta liderança do país"

Num gesto de aproximação com o PMDB em meio ao aumento da pressão do PT, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, divulgou nota para agradecer publicamente aos senadores peemedebistas pelo diálogo em jantar nesta terça-feira, 10, à noite. O encontro ocorreu na residência do senador Eunício Oliveira (CE), na capital federal.

Levy elogia os senadores do PMDB e os classifica de “mais alta liderança do País”. O ministro se diz ainda “brindado” por ter tido a oportunidade de ouvir o sentimento e a avaliação da cada um deles.

“O compromisso com o Brasil e o espírito de cooperação entre a mais alta liderança do país na busca de soluções nesse momento de tantas incógnitas foram as principais impressões que levei daqueles momentos”, afirma o ministro.

Sob bombardeio contínuo do PT e de ministros do governo que querem tirá-lo do cargo, Levy aproveitou a oportunidade para reiterar sua estratégia de reforço do ajuste fiscal. Segundo Levy, a segurança fiscal, que diminui os temores das pessoas e dá visibilidade ao futuro, é a base das outras ações para o desenvolvimento.

“A partir da fala de muitos, fica evidente que essa segurança só será alcançada pela combinação de ações do lado do gasto e, ouso dizer, a garantia no curto prazo das receitas necessárias para o equilíbrio das contas públicas”, afirma Levy.

O ministro ressalta que a política econômica que ele quer conduzir “entende” que o Brasil tem que apresentar opções para a moderação da carga tributária, sem prejuízo do equilíbrio fiscal e respeitando os objetivos de proteção social e estímulo ao trabalho e ao investimento.

“Esse é o novo contrato social em gestação no Brasil, típico de um país que, vencendo a pobreza e sendo cada vez mais de classe média, quer sempre crescer, o que poderá nos colocar em novo patamar de desenvolvimento”, afirma.

Criticado pelos petistas por ter foco apenas no ajuste fiscal, o ministro da Fazenda reforçou na nota aos senadores do PMDB o discurso de permanente avaliação, priorização e disciplina do gasto público.

“Um orçamento com receitas sólidas é a manifestação imediata desse entendimento, e permitirá a iniciativa privada e a população ter confiança e levar avante seus planos e sonhos, traduzindo-se na retomada econômica”, diz ele.

Estímulos

Em meio a pressão para adotar medidas de liberação do crédito para a retomada da economia, inclusive do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ministro responde aos críticos ao afirmar que os instrumentos mais habituais de estímulo à economia já foram usados à exaustão.

“Teremos que trabalhar para enfrentar questões estruturais, de forma a dar competitividade ao País em um período em que não poderemos contar com os mesmos preços favoráveis para nossas matérias-primas”, rebate ele.

Levy diz que sua estratégia é abrir oportunidades para novas empresas e empreendedores, dando chance para o País vencer em um mundo ainda com baixo crescimento, mas onde ocorrem extraordinárias mudanças tecnológicas que impactam os modos de produção e de consumo em todos os países.

Na avaliação do ministro, o Brasil já enfrentou muitas crises e conseguiu sair mais forte delas. Ele disse que os desafios de curto prazo serão superados se enfrentados com clareza no diagnóstico e decisão nas medidas necessárias e unidade.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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