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Estudo aponta série de dificuldades para os ciclistas

Pedalar não é fácil para o recifense. Em geral, sobram apenas o tráfego misto e motoristas pouco pacientes. O cenário é de desconforto, insegurança e sinalização precária. Às vésperas da inauguração da ciclofaixa Antônio Curado, na Zona Oeste, hoje, que deverá cruzar dez bairros, a largura do equipamento bidirecional preocupa os ciclistas.

E não é por acaso. O Diario teve acesso a um estudo sobre a situação da malha cicloviária da cidade no período de 2003 a 2012. Das sete rotas analisadas pela pesquisa, nenhuma cumpre os parâmetros estabelecidos de largura pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que aponta 1,50 metro para sentido único e 2,50 m para bidirecional, medidas previstas na página 36 do volume 4 do manual de sinalização.

A informação está no trabalho de Mariana das Dores de conclusão de curso em Gestão Ambiental pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco(IFPE), Recife Ciclável: diagnóstico do sistema cicloviário da cidade. Uma das principais queixas dos ciclistas é quanto a largura da ciclofaixa da Estrada do Arraial/Encanamento, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, que tem 1,10 metro de largura.

Pensar o tamanho das ciclovias é um exercício de inclusão de outros modais no sistema viário. Mas ele não é a única adversidade para quem se locomove sobre duas rodas. Falta de sombra, sinalização precária e o desrespeito dos motoristas são algumas das situações que afligem os ciclistas. “A bicicleta é um transporte sustentável e também deve ser incluída no planejamento urbano”, pontua Mariana das Dores, tecnóloga em gestão ambiental.

Em nota, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) explicou que nem sempre as ciclofaixas têm a mesma largura e que o Contran não estabelece medidas mínimas para serem cumpridas. Ainda segundo a nota, o órgão precisa atender às necessidades de todos os modais e ajustar as dimensões das faixas à necessidade da operação de todas as demandas da via.

Em relação à ciclofaixa da Rua Antônio Curado, no Engenho do Meio, cuja largura não foi informada, o órgão ressaltou que pela via passam os ônibus que atendem ao bairro e que a ciclofaixa teve que se adequar à realidade.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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