Exército dos EUA desenvolve sistema para "ler a mente" de soldados analistas

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Um programa automatizado desenvolvido pelo neurocientista cognitivo Dr. Anthony Ries pode ajudar militares em sua tarefa de examinar incontáveis imagens de várias fontes, tais como drones e sistemas de vigilância. Ries trabalha para um centro de pesquisa do exército dos EUA chamado The MIND Lab (MIND é a sigla em inglês para Missão Impacto Através de Design Neurotecnológico,em tradução livre) que começou a testar um programa que pode interpretar as ondas cerebrais.

Em palavras mais simples: ele pode ler as mentes humanas. Durante um teste recente realizado com um soldado conectado a um EEG ligado a um dos computadores desktop do laboratório, ele pediu para a “cobaia” olhar para uma série de imagens na tela piscando a uma taxa de uma por segundo. Cada imagem pertencente a uma das cinco categorias – barcos, pandas, morangos, borboletas e lustres.

O computador revelou no final do experimento que o soldado optou por se concentrar em imagens que se enquadram na categoria barco. Isso é possível porque o sistema consegue detectar as mudanças nas ondas cerebrais do soldado, que produz padrões distintos sempre que a pessoa olha para algo que considera “relevante”. Com o tempo, os analistas poderão usar o sistema para visualizar imagens grandes cortadas em partes menores para encontrar rapidamente os elementos de interesse. Como explica Riers:

Sempre que o soldado ou analista detecta algo que considere importante, ele aciona essa resposta de reconhecimento. Apenas as partes que contêm um aspecto que é relevante para o soldado no momento – um veículo, ou algo fora do comum, alguém cavando na margem da estrada, esses tipos de coisas – desencadeiam esta resposta de reconhecimento de algo importante.

Por enquanto, o pesquisador planeja continuar a melhorar o sistema e adicionar novas funcionalidades, incluindo o rastreamento dos olhos.

Uma coisa que temos feito é em vez de as pessoas terem que ver as imagens no centro da tela, é potencializar o monitoramento ocular, para saber sempre que elas se fixam em uma determinada região do espaço. Podemos extrair o sinal neural, fixar , e buscar um sinal de resposta de alvo similar.

Ou seja, com isso não será mais necessário limitar a imagem no centro da tela. Em vez disso, poderão apresentar uma imagem e o soldado analista poderá procurar manualmente por ela e sempre que ele se fixar em um elemento de interesse, aquela determinada região pode ser sinalizada.

De acordo com o site oficial das forças armadas dos Estados Unidos, o sistema automatizado pode “reduzir grandemente a quantidade de tempo que demora a processar uma imagem”, o que significa que um maior número de imagens pode ser processada com mais velocidade.

As grandes vantagens do sistema é que o analista só precisa olhar para as imagens, apresentadas em telas ou procurando manualmente, e direcionar o olhar para pontos específicos que possam oferecer as pistas que eles estão procurando. Em vez de deslizar os dedos sobre a imagem, fazer destaques sobre ela com marcadores, escrever algo, ou digitar, o soldado tem apenas que “pensar” no que é de interesse. Entre aspas, pois ele não precisa necessariamente se esforçar para pensar, pois as ondas cerebrais variam involuntariamente.

Embora seja uma aplicação bem específica de reconhecimento de ondas cerebrais, podemos considerar que a tecnologia de “leitura de mente” avança para novos níveis, embora não seja exatamente uma grande novidade. Até onde esse tipo de recurso poderá chegar?

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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