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Facebook e CUFA se juntam por empreendedorismo nas favelas do RJ

O Facebook anunciou hoje uma parceria com a Central Única de Favelas do Rio de Janeiro (CUFA). O objetivo do trabalho conjunto é incentivar o empreendedorismo entre as favelas representadas pela CUFA, com foco nas oportunidades criadas pela Olimpíada de 2016, que acontecerão na cidade.

De acordo com Celso Athayde, fundador da CUFA, 240 favelas representadas pela central serão beneficiadas pela ação. Ao todo, segundo ele, 12,3 milhões de brasileiros vivem em favelas, 2,3 milhões apenas no Rio de Janeiro. “A favela tem uma força de se virar e achar novos caminhos, e o que a internet faz é potencializar essa força que a gente já tem”, disse.

Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa Data Poular, a porcentagem de usuários de internet dentre a população das favelas é maior do que a do restante da população brasileira (61% contra 43%).

Citando dados do instituto, nos últimos dois anos a parcela da população das favelas com acesso a computadores aumentou expressivamente, e os smartphones se tornaram o principal meio de acesso à internet dentre essa população.

Parceria

Patrick Hruby, diretor de negócios de pequenas e médias empresas do Facebook, diz que a parceria visa “possibilitar que os empreendedores aproveitem as oportunidades geradas pelas Olimpíadas e criar um legado de empreendedorismo que dure além desse período”.

A colaboração terá três pilares. O primeiro deles será um Laboratório de Inovação, semelhante ao implementado pelo Facebook em Heliópolis, em São Paulo. O segundo será um projeto itinerante chamado de “Facekombi”, que levará cursos de capacitação em tecnologia para dez favelas escolhidas em parceria com a CUFA.

Finalmente, a rede social oferecerá quatro prêmios de 15 mil reais para projetos de empreendedorismo, nas categorias Economia Criativa, Comércio e Serviços, Empregabilidade, e Impacto Social. O dinheiro poderá ser usado para que os vencedores reinvistam em seus negócios.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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