Federação de futebol proíbe crianças de cabecear bolas nos Estados Unidos

A Federação Norte-Americana de Futebol elaborou uma série de medidas em nome da segurança no esporte. Uma das principais é a de que crianças de até 10 anos estão impedidas de cabecear bolas. Já as de 11 a 13 anos realizarão esse tipo de atividade de maneira reduzida.

As novas normas valem para todas as seleções de base do país, clubes da Major Soccer League e academias. Equipes não filiadas à MLS não estão obrigadas a seguir as ordens, mas ficam aconselhadas a fazê-lo.

O debate sobre o assunto nos EUA começou ainda em 2014, quando parentes de atletas entraram com uma ação em uma Corte no estado da Califórnia, por considerarem que clubes e treinadores negligenciavam o cuidado com jovens atletas sobre concussões, uma discussão que é levada mais a sério no futebol americano, no hockey e no rugby.

Alzheimer e encefalopatia
O capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1958, Bellini, morreu em março de 2014. A família resolveu doar o cérebro do jogador para que Universidade de São Paulo (USP) realizasse estudos sobre o Mal de Alzheimer.

À época, a família desconfiava que a doença afetava o ex-zagueiro e que havia sido causada pelas constantes cabeçadas que a posição em que ele jogava exige. Entretanto, após os exames, foi descoberto que Bellini sofria de encefalopatia traumática crônica, que o acometia desde 1998.

As doenças têm sintomas semelhantes, mas a encefalopatia é mais comum em atletas de futebol americano e hóquei, além de lutadores de boxe e MMA.

Nos exames em Bellini, também foi identificada uma atrofia da amígdala, na qual se processam emoções mais primárias.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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