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Ficção se tornará realidade? Empresa quer trazer pessoas mortas de volta à vida em novos corpos

Da Redação do site Tudocelular.com.br

A ideia não é nova na imaginação dos autores de ficção científica. Os fãs desse gênero poderiam citar algumas obras que abordam a busca da vida eterna através da ciência, e uma das especulações fictícias para se atingir esse objetivo é transferir a mente para uma máquina, um robô ou um corpo artificial.

Obras como o livro A Cidade das Estrelas de Arthur C. Clarke, os filmes Freejack, Transcendence, O Passageiro do Futuro, histórias em quadrinhos como Transmetropolitan, RoboCop vs. Exterminador, animes como Serial Experiments Lain e Cowboy Beebop, episódios da série Doctor Who… são apenas alguns dos exemplos de histórias cujos autores imaginaram a possibilidade de uma vida eterna, na maioria das vezes isso é através da transferência da mente para outro lugar.

Porém, com os avanços na tecnologia, cada vez mais os cientistas buscam tornar realidade muitas ideias que são possíveis apenas nas páginas dos livros, HQs e telas de cinema. Alguns pesquisadores acreditam que poderão realizar o sonho da imortalidade através da transferência da consciência de uma pessoa depois de morta para um corpo artificial.

O CEO da Humai, Josh Bocanegra, diz no site da empresa que deseja trazer as pessoas de volta à vida, literalmente. A diferença dessa iniciativa para a maioria das obras de ficção é que os cientistas não parecem acreditar que a consciência é uma “entidade” à parte do cérebro, ou seja, a transferência da consciência se dará através do implante do cérebro da pessoa morta em um novo corpo.

Queremos trazer de volta à vida após a morte. Estamos usando inteligência artificial e nanotecnologia para armazenar dados de estilos conversacionais, padrões comportamentais, pensamos em processos e informações sobre como seu corpo funciona de dentro para fora. Esses dados serão codificados em várias tecnologias de sensores, que serão construídas em um corpo artificial com o cérebro de um humano falecido. Usando a tecnologia de clonagem, nós restauraremos o cérebro enquanto se amadurece.

Em entrevista ao site Australian Popular Science, Bocanegra disse que vai primeiro recolher dados abrangentes sobre os membros do corpo humano durante anos antes de sua morte através de vários apps que a empresa está desenvolvendo.

Após a morte, a empresa congelará criogenicamente o cérebro até que a tecnologia esteja totalmente desenvolvida, no ponto em que o cérebro será implantado em um corpo artificial.

As funções do corpo artificial serão controladas com seus pensamentos, medindo as ondas cerebrais. Como o cérebro envelhece vamos usar nanotecnologia para reparar e melhorar as células. Tecnologia de clonagem vai ajudar com isso também.

Bocanegra acredita que a sua empresa será capaz de ressuscitar o primeiro ser humano dentro dos próximos 30 anos. No momento, a Humai tem apenas quatro funcionários, mas busca recrutar mais membros nos próximos meses.

Entretanto, o CEO não vem de um histórico científico e descreve-se como “um empreendedor serial, visionário de tecnologia e profissional de marketing da internet, em seu site. Antes de começar a Humai, Bocanegra criou um app de namoro no estilo OKCupid, chamado LoveRoom, que permite que duas pessoas que vivem juntos por uma semana avaliarem se estariam romanticamente compatíveis.

Para finalizar a entrevista, Bocanegra diz que não quer lutar contra morte, mas apenas “torná-la opcional”.

A iniciativa não é pioneira. Em 2012, o grupo russo chamado Russia 2045 anunciou um cronograma para criar robôs capazes de receber a mente humana. A conquista desse “sonho”, na visão da ficção científica, poderia representar outros avanços para a humanidade, como por exemplo, a conquista espacial.

O que os leitores acham da ideia de reviver em um novo corpo após a morte?

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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