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Identificado corpo de funcionário da Samarco

Foi identificado nesta sexta-feira o corpo de mais um funcionário que trabalhava para a Samarco, o operador de máquina de sondagem da empresa Geotécnica Samuel Vieira Albino, de 34 anos, oitava vítima do rompimento da barragem do Fundão, em Marina, em 5 de novembro. Ele tinha quatro filhos. 

Neste momento, a família de Samuel está a caminho de Belo Horizonte. “Quero eu mesma fazer o reconhecimento. Não posso enterrar alguém na dúvida. Se é ou não meu marido. Se for realmente ele, vou continuar sofrendo, mas a dor de encontrá-lo não vai existir mais. Vou sofrer pela perda e não pela dúvida”, disse a mulher de Samuel, a dona de casa Aline Ferreira Ribeiro, de 33 anos, assim que soube da notícia da identificação. Chegando em Belo Horizonte, a família vai direto ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi feita a identificação do corpo, encontrado no dia 8, em Barra Longa. A identificação foi feita por exame datiloscópico, que é por meio da impressão digital, e de luva epidérmica, com coleta da pele da mão.

Também nesta sexta-feira, o Corpo de Bombeiros fez o resgate de mais um corpo, próximo ao distrito de Ponte do Gama, que aguarda identificação. Sobe o número de mortos na tragédia, sendo oito identificados e quatro corpos aguardando identificação. Mas 11 pessoas continuam desaparecidas: oito são funcionários da Samarco e/ou de empresas terceirizadas e três são moradores.

O Corpo de Bombeiros informou no início da noite desta sexta-feira que 26 oficiais reforçam as buscas nesse sábado na região próxima às margens do rio. Já foram percorridos até o momento 120 quilômetros. Ainda segundo a corporação, as famílias dos desaparecidos foram chamadas para conhecer a estrutura do posto de comando instalado na sede da Samarco onde tiveram acesso a todas as informações sobre as ações de resgate que estão sendo adotadas e ficou esclarecido que as equipes de busca não foram reduzidas. 

Impossível sobreviver
No último dia 14, o Estado de Minas/Portal UAI conversou com o pai de Samuel, Júlio Albino, que afirmou ser praticamente impossível o filho ter sobrevivido. “Ele já trabalhou em Angola e no Haiti com mineração. Deu foi azar”, disse Júlio Albino, de 64 anos que, junto com a esposa, aguardava o resgate do corpo do filho.

Samuel disse que desde o início sabia que o filho estava entre as vitimas. Ele estava trabalhando na construção da Estação do Move no Bairro Justinópolis, na Grande BH, quando soube do rompimento das barragens. “Estava ouvindo rádio na hora. Falei com o encarregado: acabei de perder um filho. Onde ele estava não tinha jeito de escapar” afirma. 

Samuel trabalhava em uma máquina que tem uma plataforma que chega a 14m de altura, segundo Júlio. “Para você ver como é complicado. Nem a máquina eles conseguiram encontrar”, desabafou. (Com informações de João Henrique do Vale)

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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