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Israel adia demolição de sinagoga por medo de represálias

Colonos israelenses fazem barricada em frente à sinagoga na colônia de Givat Zeev, na Cisjordânia ocupada, no dia 4 de novembro de 2015. Foto: Menahem Kahana/AFP
Colonos israelenses fazem barricada em frente à sinagoga na colônia de Givat Zeev, na Cisjordânia ocupada, no dia 4 de novembro de 2015. Foto: Menahem Kahana/AFP

Jerusalém – A justiça israelense anunciou nesta quarta-feira ter aceito adiar a demolição de uma sinagoga construída ilegalmente em uma colônia na Cisjordânia ocupada, diante do risco de atos de vingança de parte de colonos ou judeus em um clima de tensões exacerbadas.

Esta sinagoga, assim como uma escola talmúdica adjacente, construídas nos últimos 20 anos na colônia de Givat Zeev, no noroeste de Jerusalém, seriam demolidas até a quinta-feira, já que foram erguidas de forma ilegal em terrenos pertencentes aos palestinos.

A polícia israelense, no entanto, apresentou-se na Suprema Corte de justiça para solicitar um adiamento. Na ação, a polícia destacava a onda de violência que sacode Jerusalém e Cisjordânia desde 1º de outubro passado e que, neste contexto, poderiam ocorrer atos de represália por parte de judeus radicais.

Esta inquietação ficou manifesta pela mobilização de dezenas de judeus e colonos que se trancaram na sinagoga, aparentemente dispostos a se opor fisicamente à sua demolição, constatou um fotógrafo da AFP. A Suprema corte informou ter aceitado suspender as demolições até 17 de novembro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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