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Jarbas tem disposição de concorrer à Câmara

Deputado federal também criticou a gestão de Dilma no lançamento do livroO Supremo, do jurista Joaquim Falcão. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Deputado federal também criticou a gestão de Dilma no lançamento do livroO Supremo, do jurista Joaquim Falcão. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) admitiu, pela primeira vez, ter disposição para disputar a Presidência da Câmara dos Deputados, no caso de uma eventual cassação do atual presidente Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O parlamentar, no entanto, disse que não vai se posicionar oficialmente sobre o assunto porque, na avaliação dele, seria “um primarismo meu ou de qualquer outra pessoa falar de uma eleição para um cargo que não está vago”, ponderou o peemedebista.

Jarbas Vasconcelos foi questionado sobre o assunto depois de participar, nesta segunda-feira, de uma mesa-redonda sobre a crise política instalada no país, que teve como pano de fundo o lançamento do livro O Supremo, do jurista Joaquim Falcão. A publicação reúne mais de 70 artigos publicados entre os anos de 1992 e 2014 sobre o dia a dia do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da OAB/PE, Pedro Henrique Reynaldo, também esteve entre os debatedores.

Em pouco mais de uma hora de discussão, no auditório da Livraria Cultura, Paço Alfândega, foram inúmeras as críticas ao governo Dilma, ao ex-presidente Lula (PT), ao PT e a Eduardo Cunha. As declarações mais duras envolveram as denúncias de corrupção (mensalão e Petrobras), as manobras de Cunha para evitar a cassação e as confusões protagonizadas no Congresso Nacional.

“Ninguém aqui acredita em uma reversão (da crise) em curto prazo se não se iniciar uma alteração em quem está comando o país. Uma pessoa que tenha habilidade para fazer um pacto de governabilidade com a Nação e colocar o país em um agenda que não propicia a balbúrdia que hoje está o Congresso Nacional”, destacou o presidente da OAB.

Jarbas, por sua vez, disse que os partidos de oposição erram em apostar todas as fichas em “uma pessoa que não era para acreditar”, referindo-se à eleição do presidente da Câmara, a quem chamou de “psicopata e mentiroso”. Sobre o impeachment da presidente Dilma, ele acredita que não acontecerá este ano, mas que uma “pessoa que tem apenas 10% de aprovação” não conseguirá se manter no poder.

Antes de conceder a palavra aos convidados, Joaquim Falcão contou que o seu o livro, lançado em primeira mão no Recife, foi escrito como uma “aposta” de que, numa democracia, o STF assumiria uma importância maior. Para ele, a aproximação com a população, a transparência do Judiciário e a força das mídias sociais têm influenciado em decisões importantes dos ministros.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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