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Líder de principal instituição sunita pede que não se associe o extremismo ao Islã

O número dois do instituto egípcio de Al-Azhar, Abas Shoman, concede uma entrevista à AFP no Cairo
© AFP Jaled Desuki
O número dois do instituto egípcio de Al-Azhar, Abas Shoman, concede uma entrevista à AFP no Cairo
© AFP Jaled Desuki

O grande imã da mesquita de Al-Azhar, no Cairo, a principal instituição do Islã sunita, considerou neste sábado “injusto” atribuir ao Islã os “crimes” cometidos por grupos “terroristas”. “O terrorismo não tem religião”, afirmou o xeque Ahmed al Tayeb, que lamentou que o Islã leve a culpa pelos “crimes de explosão e destruição (…) simplesmente porque quem os comete grita ‘Allahu Akbar’ (‘Deus é maior’, em árabe)”.

O imã fez estas declarações no início de uma reunião do Conselho de Sábios Muçulmanos, uma instituição que reúne dignatários muçulmanos de diversos países, entre eles Egito, os Emirados Árabes Unidos e a Somália. Al Tayeb pediu pata que as pessoas façam a diferença “entre o Islã, sua cultura e sua civilização, e uma pequena minoria que não representa nada sobre o conjunto dos muçulmanos pacíficos”. O religioso criticou também “aqueles que queimaram o Corão e os lugares de culto muçulmanos no Ocidente”. Devem “saber que tais atos também são terrorismo (…) que alimenta a ideologia terrorista que sofremos”, declarou.

Desde os atentados de Paris, foram registrados vários atos islamófobos em diversos países europeus, inclusive na França, onde uma jovem que usava o véu islâmico foi agredida na última quarta-feira na cidade de Marselha

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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