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Mais um Diario nas ruas, assim como há 190 anos

Este Diario de Pernambuco de 7 de novembro de 2015 já nasce histórico. É o exemplar que marca os 190 anos de história de um jornal que ostenta com orgulho a marca de ser o mais antigo em circulação na América Latina. Tudo fruto de um empreendedor que foi companheiro de letras e dos ideais de frei Caneca e de outros integrantes da Confederação do Equador.
Antonino José de Miranda Falcão tinha 27 anos de idade quando lançou o Diario de Pernambuco nas ruas, no dia 7 de novembro de 1825. Impressa em prelo rudimentar de madeira, a pequena folha de quatro páginas trazia 38 anúncios. Em pouco tempo, o jornal cresceu e a publicidade deu lugar à notícia.
Das novidades vindas a cavalo ou de navio, com consideráveis semanas de atraso, passamos a publicar informações quase em tempo real de agências estrangeiras vindas por telegrama. Já no século 20, a modernidade se impôs, com os teletipos, as radiofotos, as imagens em cores via satélite e, por último, a internet.
Em seus 190 anos, o Diario de Pernambuco registrou momentos decisivos da nossa história. No campo da política, passamos do Império à República, enfrentamos ditaduras e festejamos a volta da democracia. Também acompanhamos as demandas populares e divulgamos os resultados das urnas, mas não nos limitamos à festa da posse: cobramos dos eleitos um mandato de compromisso.
Nestes 190 anos, foram produzidas mais de 61 mil edições que consumiram quilômetros de papel, toneladas de tintas e muito suor. Resultado do trabalho de centenas de repórteres, fotógrafos, diagramadores, ilustradores, gráficos, motoristas, a parte comercial, todo o pessoal de apoio neste mundo que é a redação.
Jornalistas, articulistas, escritores, através das páginas do Diario, foram responsáveis pela formação intelectual de gerações e gerações de pernambucanos. Suas palavras primeiro foram escritas em bico de pena, depois em máquinas de escrever e agora em teclados de computador. Mas a evolução não para.
Estamos migrando aos poucos para uma nova fase, onde a tela responde ao toque. Continuaremos nos adaptando aos novos tempos, mas sem perder a nossa principal marca. Neste mundo cada vez mais globalizado, seremos sempre a voz de Pernambuco, com orgulho. Porque se o maior tesouro de um povo é a sua própria história, nós sempre teremos muito para contar.

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Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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