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Marina diz que, atualmente, vigora um "presidencialismo de desmoralização"

 (Paulo Paiva/Diario de Pernambuco)

 

Fazer o ajuste fiscal não vai adiantar, na avaliação da ex-ministra Marina Silva (Rede),  se o governo Dilma Rousseff (PT)continuar adotando velhas fórmulas de gerir o estado. Em entrevista exclusiva ao Diario, Marina argumenta que não é possível impor à população sacrifícios que custam empregos e continuar a repartir cargos públicos, reduzir a inflação de forma artificial e asfixiar a educação e a saúde. Marina também fez críticas ao papel da oposição, que “está bebendo a própria saliva”, e disse entender os motivos da rejeição da sociedade aos nomes pré-colocados para a disputa presidencial de 2018, inclusive o dela. Fundadora da Rede, ela analisa que a transformaram num bicho-papão nas eleições passadas,  dizendo que ela proibiria até os jogos de videogame para crianças. De coque nos cabelos, estilo que adotou para disfarçar os brancos e facilitar a correria do dia-dia, a ex-ministra lamenta que a sociedade esteja abrindo mão da liberdade em virtude do medo. Frisa, ainda, que Dilma perdeu oportunidades de entrar para a história e sugere que o PT trabalhe um processo de transição para que a gana de poder não ponha em risco os rumos de uma nação. A entrevista durou 51 minutos e aconteceu no Recife, na última quinta-feira (29), antes de Marina embarcar. Ela veio para a cidade na quarta para uma palestra organizada pelo grupo LIDE.

LIBERDADE X MEDO

As pessoas estão trocando a liberdade por segurança. O sociólogo Zygmunt Bauman faz uma análise de que, no começo, havia uma resistência muito grande para a formação da União Europeia, porque cada país tinha sua identidade, a sua moeda… mas quando eles perceberam que não fazer (a União) significava menos potência em termos geo político e econômico, que eles poderiam perder na disputa entre os grandes blocos econômicos, então, a escolha foi trocar liberdade por segurança.
Se nós trouxermos para a realidade do Brasil… A sociedade brasileira se mobilizou para fazer uma mudança (política) em 2014, havia uma mistura da comoção com a sensação que, agora, “nós temos força para fazer uma mudança”. Mas veio toda uma ação de medo, enfim, de violência política, do poder econômico e as pessoas trocaram liberdade por segurança.

O PRUMO E O RUMO
Acho que chegamos ao extremo. A sociedade se mobiliza, está se mobilizando muito, espontaneamente, sem as lideranças carismáticas, sem os partidos, sem as centrais sindicais, a sociedade está nos dizendo claramente: “se vocês ainda não têm um rumo, queremos que vocês, pelo menos, tenham prumo. O prumo de que não se sacrifica o destino de uma nação pela reeleição. A Rede está comprometida em dar uma contribuição para melhorar a qualidade da política. Melhorar a qualidade da representação, melhorar a qualidade do funcionamento das instituições, a qualidade e a quantidade da participação da sociedade, que precisa de novos canais de expressão. Isso não é para legitimar o que a gente faz, mas, é para que, de fato, previamente informada, a sociedade possa influenciar nos processos decisórios.
 
OS MALES DA POLARIZAÇÃO
Nós corremos o risco de comprometer as três grandes conquistas das últimas décadas: a democracia, a estabilidade econômica e a inclusão social por causa do atraso na política. Eu dizia isso em 2010. Dizia: ‘Vamos fazer um realinhamento político para que a história nos ensine que essa polarização faz com que quem está no poder só veja virtudes, mesmo quando os erros são evidentes, como é o caso da corrupção na Petrobras. E quem está na oposição só vê problemas, mesmo quando os acertos são evidentes, como, por exemplo, tirar 40 milhões de pessoas da extrema pobreza.

O que a gente precisa não é da lógica da oposição pela oposição, nem da lógica da situação por situação, é a lógica de assumir posição. E nesse momento, o Brasil quer que a gente assuma uma posição. O trilho do rumo da nação não é você achar que alguém sozinho vai ter a resposta: sozinho o governo não tem a resposta, se não já teria dado, certo? A oposição não tem a resposta, ou mesmo os independentes, como nós, menos ainda, nesse momento a resposta terá que vir da amálgama chamada sociedade, que está exigindo que, se não temos o rumo, pelo menos tenhamos o prumo.

AJUSTE BRASIL
O Brasil precisa recuperar credibilidade. Nós vamos correr o risco, agora, com essa história de não saber se (o déficit das contas públicas) é R$ 30 bilhões, R$ 50 bilhões, R$ 70 bilhões… Corremos o risco de perder mais a avaliação de uma das empresas que mostra o grau de investimento. E se ficarmos, das três, com duas negativas, ai realmente, nós vamos ficar numa situação muito difícil. A forma de controlar a inflação, hoje, depois de fazer uma redução de juros artificial para ganhar a popularidade, é elevação de juros. Ao elevar os juros, como estamos elevando, as pessoas ficam endividadas, as empresas estão falindo, o governo aumenta o tamanho exponencial da dívida pública e a sociedade diz: “pelo menos tenham o prumo de fazer com que o país recupere a credibilidade para os investimentos, aprovem as medidas do ajuste Brasil.

Nós estamos perdidos se ficarmos apenas discutindo apenas o ajuste fiscal. Não é só o ajuste fiscal. É o ajuste Brasil. Ele passa por equilibrar as contas públicas, por investir e priorizar a investigação, por ter um programa e o planejamento para infraestrutura…Não são ações pontuais de gerenciamento de obras em cima do balcão do governo, é um planejamento estratégico para 20, 30 anos, para ter energia, estrutura logística. Nós perdemos 30% da produção agrícola por causa de estrutura logística. Temos que investir em ciência, tecnologia e inovação, ser um país da economia de baixo carbono, que junta inclusão social, preservação ambiental e prosperidade econômica. Nós deveríamos nos sentar para dizer: essa é a agenda dos brasileiros. O povo sabe o que quer. O povo quer resolver o problema do cartão de crédito, quer comprar um pouco mais, quer manter o seu emprego, mas também quer o que não sabe.

Fundadora da Rede Sustentabilidade diz que Fernando Henrique deu condições de governabilidade a Lula, o que facilitou que o país se recuperasse da crise um ano depois que o petista tomou posse, em 2004 (Ricardo Borba/CB/D.A Press)
Fundadora da Rede Sustentabilidade diz que Fernando Henrique deu condições de governabilidade a Lula, o que facilitou que o país se recuperasse da crise um ano depois que o petista tomou posse, em 2004

A TRANSIÇÃO NECESSÁRIA
Eu acho que, de alguma forma, nós estamos de ladeira abaixo. E o que estamos apostando, digamos, é que nessa ladeira tenha pelo menos uma pedra, um toco, uma árvore que segure para não cairmos no abismo. Só que não podemos ficar contando com a sorte, porque pode não ter um toco, uma árvore. Mesmo que tenha o baque, às vezes é muito grande, esse é um momento de bom senso para o consenso Brasil. Nesse momento, não é um consenso para salvar a pele de quem quer que seja. Não é um pacto com a impunidade, nem com os que estão sendo investigados no Congresso, nem no Executivo. Esse é o momento de pensar: qual é a transição que se faz? Temos três anos para fazer essa transição e, talvez, quando tiver a eleição de 2018, a gente aprenda a lição. Não vale tudo para ganhar uma eleição. Às vezes, a alternância de poder é bom, principalmente para quem perde.

Na época de Fernando Henrique, quando Lula ganhou, tínhamos uma crise, juros altos, baixo crescimento, inflação e um monte de problemas. O Fernando Henrique deu um suporte para a transição democrática, ao criar condições para que o Plano Real continuasse no governo do Lula, deixando sua equipe: o Marcos Lisboa, o Murilo Portugal, o Bernardo Appy e o Joaquim Levy… eram essas pessoas que faziam a política econômica. Com essa sinalização, em 2004, estávamos voltando a crescer. Isso foi bom para quem ganhou, bom para quem saiu.

Ser estadista é saber que a gente tem que perder para ganhar e, às vezes, a gente pode até perder ganhando. Eu acho que esse é um momento dramático e deve ser motivo de uma preocupação de todos nós. Como é que vamos ficar na história? Um país que até ontem estava crescendo, diminuindo pobreza, que não teve uma guerra e, de repente, a gente está ladeira abaixo. O Brasil não caiu na ladeira, ele foi empurrado.

EM NOME DE QUÊ?
Você tem que pensar o Brasil. O ajuste fiscal é para que mesmo? Para continuar fazendo mais o mesmo? É uma composição para dar pedaços do estado para que cada um use o dinheiro público ao seu bel prazer? O ajuste fiscal é para que se continue tendo condição de captar recursos a 11% da taxa Selic e emprestar  a 4% aos escolhidos para serem  os grandes do Brasil? O ajuste fiscal é para que a gente continue investindo numa única fonte de geração de energia? Quando baixa os reservatórios, tem que usar a energia de diesel a R$ 750 o megawatts/ hora quando você tem a possibilidade de gerar energia de biomassa, do bagaço da cana de açúcar e da palha de açúcar a R$ 250 ou R$ 350 o megawatts? Por que se deve fazer esse sacrifício? Então, fica muito difícil.

Agora, se você tem uma agenda estratégica e você tem alguns passos que são difíceis de serem dados por cima de espinho, de pedra, de gelo, aí as pessoas entendem. Agora, entender o sacrifício que você tem que fazer às custas do seu emprego; às custa da conta que você não consegue pagar no cartão de crédito; às custa do seu filho, que já não está mais na faculdade que ele começou a fazer; às custas de um Pronatec, que eram 4 mil vagas e que iam para 12 mil e que agora foi reduzido a nada… Tanto sacrifício para quê? Nós temos que fazer o dever de casa: o Brasil precisa reequilibrar suas contas, mas ninguém tira o oxigênio do paciente. Não se pode tirar o oxigênio da educação no Brasil, da saúde. Não se pode tirar do que pode fazer o Brasil voltar a crescer. Se não, é um corte puramente às escuras.

Ex-ministra lembra que, na eleição, Dilma disse que ela não ia ter condições de governabilidade (TV Globo/Reproducao)
Ex-ministra lembra que, na eleição, Dilma disse que ela não ia ter condições de governabilidade

DILMA REFÉM
A gente tem que relativizar essa história de que ela está refém do Congresso. Eu me lembro que a presidente Dilma fez um pronunciamento na campanha em que dizia que eu seria cassada porque não teria maioria no Congresso. Disse que, se ganhassem, eles teriam maioria pela quantidade de partidos e lideranças. Então, não sei se é refém do Congresso. A forma como se ganha determina a forma como se governa. A forma como se compõe uma maioria para ganhar a eleição, determina a forma como se compõe uma maioria para lhe dar sustentação. Essa é a realidade do fim da governabilidade pragmática. O presidencialismo de coalizão escondia as suas contradições (com Lula e Fernando Henrique) por eles serem figuras fortes de liderança. O presidencialismo de coalizão, que já era frágil, com essas figuras fortes conseguia ganhar uma cara de funcionalidade. Com ela (Dilma), no primeiro mandato, era um presidencialismo de confusão. E agora, virou um presidencialismo de desmoralização, porque a fragmentação é tamanha que já não há possibilidade de governabilidade.

DECISÕES SOLITÁRIAS
Ninguém, nesse momento, tem a condição de fazer a mudança sozinho. Só tem como resolver se olharmos para o que a sociedade está dizendo, a sociedade está dando sustentatiblidade política na sua maioria para que se resolva o problema. Para isso, tem que conversar. Eu vou dar um exemplo: quando eu era criança, eu achava que a coisa melhor do mundo era leite condensado. Então, quando era nas festas de São João e São Pedro, todo ano, minha mãe encomendava umas latinhas de leite condensado com Nescau para fazer o aniversário do meu pai com bolo de mandioca. Isso era a maior alegria para nós. A minha mãe foi repartir uma lata para gente e eu e minha irmã começamos a brigar para pegar o leite condensado, mais do que os outros irmãos. Éramos oito irmãos na época. A minha mãe pegou uma lata e colocou para mim e outra lata para minha irmã. E disse: agora comam (a lata todinha). A gente começou a comer, aí chegou um momento que a gente não aguentava mais. E a partir daquela data, era só um pouquinho, com moderação, repartindo com todos os irmãos, certo?

Então… esse é o momento que a polarização foi ao fundo do poço. Comeram e se lambuzaram da oposição pela oposição. Agora, é o momento de dizer quais são as coisas boas do Brasil que podemos compartilhar? Dois partidos da social democracia (o PT e o PSDB), um ligado a uma parte da intelectualidade e do empresariado, outro ligado a uma parte da intelectualidade e dos movimentos populares, não foram capazes de compreender que eles poderiam aposentar a Velha República e estabelecer a Nova República. Isso não se faz com adesão, não se faz negando as diferenças, se faz em cima de agenda.

O que é estratégico? Estratégico é a nossa democracia. O estratégico é manter a estabilidade econômica. Pareceu uma esperança que isso ia acontecer, com a Carta aos Brasileiros, com a atitude do FCH em dar suporte para a transição do Lula. Depois, a gente entrou por um caminho de novamente esgarçar, não teve uma curva de aprendizagem. Esse é o momento de dizer: ‘olha, a gente já deu o que tinha de dar. Fomos até o limite na oposição pela a oposição. É como se estivéssemos bebendo a própria saliva. Não existe nada pior do que beber a própria saliva. Agora, é o momento de a gente olhar para o Brasil e dizer: dá para conversar em torno dessa agenda?

Marina acredita que Dilma perdeu uma grande oportunidade em 2013, durante os protestos realizados pelo Brasil (Nando Chiappetta/DP/D.A Press)
Marina acredita que Dilma perdeu uma grande oportunidade em 2013, durante os protestos realizados pelo Brasil

OPORTUNIDADE HISTÓRICA PERDIDA
A Dilma tem perdido algumas oportunidades grandiosas. Em 2013, ela tratou aquela movimentação como uma pauta de reivindicação, era a energia mais poderosa para mudar os rumos da nação. Se eu tivesse ali, teria chamado a oposição, a situação, a intelectualidade, os empresários e dizia: ‘A partir de hoje, não sou mais candidata, não vou sair para uma reeleição. Vou entrar para a história em 4 anos. Se Juscelino fez 50 anos em cinco, eu vou fazer 40 em quatro. Vamos conversar sobre o Brasil que queremos. Essa é a agenda do Brasil. Vamos para eleição comprometida com o núcleo mínimo comum e quem ganhar será apoiado por mim’. Esse é o momento para mudarmos a nação’. Aquela foi uma oportunidade perdida.

Não era (para ela) inventar que iria fazer reforma política sem nem ter estudado as bases constitucionais. Não era fazer uma coisa como se fosse: ‘Bem, recebe a pauta de reivindicação, a gente marca uma reunião e vai enrolando, enrolando’. Fomos para um processo de disputa em que a alternância de poder parecia que não era algo natural para nós. Se a alternância de poder perde a naturalidade, isso tem, digamos, uma consequência de dramaticidade para a nossa democracia, porque um projeto de país que só funciona comigo está errado. Eu não posso ter um projeto maravilhoso de país que só funciona comigo. A lógica de política para alongar o nosso prazo, chega o momento que leva a ladeira abaixo e todo mundo quebra a cara.

 
VÁRIOS DISCURSOS
Eu não troco a coerência daquilo que eu acredito em função de voto. Eu fiz uma campanha sem criar nenhum constrangimento, eu sou uma pessoa de fé, da Assembleia de Deus, mas você nunca me viu fazer uma pergunta a Dilma ou a Aécio para constrangê-los publicamente: ‘Você acredita em Deus, você reza?’. Sabe por quê? Eu não faço isso, porque eu não instrumentalizo a minha fé. Acho que as pessoas (instrumentalizam) de maldade, porque é a única forma que elas têm de me indispor com a sociedade. Mas eu prefiro dizer minhas convicções, quem eu sou, para que o cidadão posso escolher com base na verdade. Uma boa parte dos problemas que estamos vivendo hoje é porque as pessoas fazem um discurso para os que creem, um discurso para os que não creem, um discurso para os trabalhadores, outro para os empresários, um discurso para a classe média, outro discurso para os pobres. Fazer o mesmo discurso tem um preço. O preço mais alto é que você constrange aqueles que fazem vários discursos.

REJEIÇÃO

Eu nunca me coloco acima do bem e do mal e acho legítimo que a sociedade esteja descrente. Para quem passou pelo que eu passei, por um processo de aniquilamento político, com apenas dois minutos para me defender… sendo vista como uma pessoa que era contra a comunidade LGBT, contra a Transposição do São Francisco, contra o Bolsa Família, o Pronatec, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, a Transnordestina, os bancos públicos… que ia tirar o alimento do trabalhador para dar aos banqueiros, que ia fazer uma lei para tirar a padroeira do Brasil, que ia acabar com o Círio de Nazaré, que ia impedir que as crianças continuassem jogando videogame, que tivessem acesso à internet….Todas essas notícias eram divulgadas sistematicamente. Quem passou por um processo desses tem sequelas, mas tem um versículo que diz: conhecereis a verdade e ela vos libertará. Se não libertar quem mentiu, pelo menos liberta a mim. Eu prefiro sofrer uma injustiça do que praticar a injustiça, porque eu consigo conviver em paz com todas as calúnias contra mim, mas eu não conseguiria viver em paz se tivesse feito isso.

Aliança com Eduardo Campos aconteceu porque ele assumiu o discurso da sustentabilidade (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Aliança com Eduardo Campos aconteceu porque ele assumiu o discurso da sustentabilidade

EDUARDO
Ajudar na política é estar hoje aqui sem sentimento de vingança, dizendo aqui que impeachment não se fabrica, ele se explicita nas investigações, que não se pode transformar um país como o Brasil numa republiqueta que não tem senso de responsabilidade com a sua governabilidade. Ter decidido, com 26% das intenções de votos, apoiar um candidato que à época tinha 4%, porque identifiquei que ele era uma pessoa que tinha compromisso social, que estava fazendo um bom governo, que era um lutador pela reforma agrária, pela democracia. E eu sabia: ou ele ia ganhar ou sair fortalecido. E se saísse fortalecido, ele seria um candidato em 2018. Eu não fui para dividir um palanque, fui para dividir um legado. O legado da sustentabilidade é maior do que eu. Ele não tem como ser implementado só por um partido. Foi isso que eu fui fazer com o Eduardo.Infelizmente, ele morreu, mas eu tinha consciência de tudo isso, eu não fui para fazer um jeitinho, fui porque acredito na política com base em programa. A sociedade está dando aquilo que ela recebe. Se ela não está recebendo muito, não tem que oferecer o seu sonho e esperança para ela.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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