Martelotte entra para a história do Santa com títulos e acessos como jogador e técnico

Yuri de Lira/DP/D.A Press

Marcelo Martelotte teve saída conturbada do Santa Cruz em 2013, mas retornou em 2015 e foi vitorioso

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O goleiro Marcelo se aposentou em 2002 e já no ano seguinte, dava início à carreira de treinador. A partir dali, passou a ser Marcelo Martelotte. E nas duas carreiras, o Santa Cruz cruzou o seu caminho. Em ambas, com sucesso. Com a classificação sobre o Mogi Mirim, Martelotte entra definitivamente na história coral, sendo o único profissional a conquistar acessos para a Série A como jogador e treinador do clube. Dentro de campo, Martelotte era o camisa 1 no título de 1993, conquistado sobre o Náutico com uma virada espetacular nos momentos finais do jogo, e foi reserva no improvável retorno à Série A, em 1999. Fora dele, levantou a taça do pernambucano de 2013 e nesta Série B levou o time do 18º lugar para a elite nacional.

Vale lembrar que Givanildo Oliveira também foi campeão pernambucano como jogador e técnico e também conta com acesso à Série A no banco de reservas. Porém, como atleta, Givanildo não chegou a disputar uma Série B com a camisa coral.

“A ficha veio caindo durante o campeonato. Fomos jogando novos desafios para o grupo e eles foram correspondendo de forma positiva até virmos que estávamos dentro da competição. Essa classificação foi a concretização do trabalho que evoluiu ao longo do campeonato. Sabíamos que esse último ponto seria o mais difícil. Tanto que só comemoramos após a partida. Todo o grupo está de parabéns pelo que fez. Evoluímos ao longo da competição. Quando cheguei, estávamos na zona de rebaixamento e tínhamos que pensar por etapas. O G4 estava muito distante e tínhamos objetivos mais imediatos. A partir do momento em que a equipe se encontrou em uma posição melhor o nossos gráfico não parou de subir”, recordou o comandante tricolor, que lembrou dos momentos mais decisivo da competição.

“Ao longo do campeonato muito se bateu em tabus, como por exemplo o de que nosso time não ganhava fora de casa. E nessas últimas rodadas nossos pontos decisivos foram as vitórias contra Bahia, Botafogo e Mogi Mirim, todas fora de casa. A Série B é uma competição muito longa para se ter uma definição prévia e se rotular uma equipe. Hoje temos a quinta melhor campanha como visitante”, destacou. “A vitória contra o Bahia foi fundamental. Aquela vitória nos trouxe de volta para a competição e o time sentiu isso. O torcedor também”, destaca.

Com o contrato se encerrando neste final de ano, Martelotte não esconde o desejo de permanecer. E ampliar a sua história no Arruda. “Minhas três passagens aqui, só mostram que não existe uma fórmula para o sucesso. A única coisa em comum é que foram passagens vitoriosas”, dissse. E sonhou. “Espero que a quarta seja também”.

Ayron Santos/DP/D.A Press

Goleiro Marcelo na decisão do Campeonato Pernambucano entre Santa Cruz e Náutico, em 1993, no Arruda

 
Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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