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Ministério Público do Espírito Santo vai investigar impactos causados ao estado

A partir desta segunda (09), o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) inicia os trabalhos de um inquérito civil que irá apurar as consequências e os impactos sociais e ambientais provocados em três municípios capixabas pelo rompimento das barragens da empresa Samarco em Mariana, Minas Gerais. Os trabalhos serão acompanhados pelo Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (Caoa), coordenado pela promotora de Justiça Isabela de Deus Cordeiro, e das Promotorias de Justiça dos municípios afetados.

Para isso, uma equipe técnica será encaminhada às regiões Noroeste (Baixo Guandu e Colatina) e Norte (Linhares) do Estado, nos municípios que podem ser atingidos pelos rejeitos de minério que atingiram o Rio Doce, para realizar um levantamento de dados. Em Colatina, a previsão é que o rio possa subir entre 1,5 e 2 metros. O município terá o abastecimento de água suspenso em razão da lama na água.

O MPES informou, por meio da assessoria de imprensa, que já orientou os municípios a elaborarem laudos de gastos públicos com prejuízos e atividades emergenciais com o episódio, a fim de que possam ser ressarcidos. Além disso, os promotores de Justiça estão de sobreaviso para acompanhar de perto o episódio e, dentro de suas atribuições, dar o apoio necessário ao poder público e à população afetados.

Também orientou órgãos públicos e associações de pescadores e ambientais para levantarem informações, fotos, filmagens e outros elementos que possam apontar eventuais prejuízos como danos à saúde humana, mortandade de peixes, destruição da flora, entre outros, que possam estar relacionados à ida de rejeitos ao longo do Rio Doce. As informações deverão ser encaminhadas, posteriormente, ao MPES, como forma de preservação de prova e para permitir a adoção de medidas de reparação por danos causados ao meio ambiente.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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