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Nova estratégia de combate ao Aedes

A possível relação entre o zika vírus e o aumento dos casos de microcefalia em todo o país reacendeu a luz para a necessidade de combater o mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya.

Com 25 mil casos de dengue notificados, crescimento de mais de 800% em relação ao mesmo período do ano passado, e classificada pelo Ministério da Saúde como uma cidade em estado de alerta, o Recife anunciou na sexta-feira (27) o plano de contingência e enfrentamento ao mosquito.

A estratégia também visa reduzir a proliferação do zika. O municípío do Recife registrou 97 dos 739 casos de microcefalia notificados no país este ano. O plano, que irá nortear as ações de combate ao Aedes em todos os bairros da cidade, foi finalizado ontem, após reunião do prefeito Geraldo Julio com todos os secretários da administração municipal. As atividades irão abarcar todas as pastas, com ações educativas, de corpo a corpo junto à população e também de planejamento.

Na próxima semana, será anunciado um cronograma com todas as ações. A primeira delas aconteceu neste sábado, às 7h, um mutirão no bairro da Cohab, no Ibura, envolvendo os gestores das pastas e o administrador municipal.

“Temos um plano em vigor desde novembro do ano passado para enfrentar as doenças provocadas pelo mosquito. Convidamos a sociedade civil e tivemos apoio até da força militar, então conseguimos controlar a epidemia no fim do mês de junho. Mais recentemente, com a sinalização do risco de nova epidemia em 2016 e também com dados relacionando as alterações do zika e a microcefalia, resolvemos intensificar novamente o trabalho”, esclareceu o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

Dentre as ações que serão retomadas estão os mutirões de fim de semana com agentes ambientais e de controle de endemias. O trabalho irá se concentrar, sobretudo, nos bairros com maior índice de infestação e de casos notificados e confirmados de dengue neste ano. A Cohab é um deles, com 2,7 mil casos, ao lado do Ibura, com 1,6 mil e da Várzea, com 947. “Queremos garantir maior engajamento da população e maior cobertura da cidade”, afirmou o secretário, que comparou o trabalho a uma maratona, no qual o ritmo das ações precisa ser mantido até o controle dos focos do Aedes.

Atualmente, o Recife tem 600 agentes de endemias. Em reunião nesta semana em Brasília, a prefeitura solicitou um aporte de R$ 29 milhões para contratação de mais 300 agentes temporários para atuar no controle dos focos do mosquito nas residências.

“Estamos aguardando a liberação dos recursos, para a contratação dos agentes, ajuste da logística, compra de insumos e equipamentos de proteção individual. Vamos ampliar o número de visitas feitas, disponibilizar carros das secretarias. Precisamos da atuação de todos”, convocou Geraldo Julio.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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