Novas restrições nos parques do Recife incluem jogar e vender bolas

Segundo a Emlurb, o intuito das regras não é criar burocracias, mas  ordenar os locais. Foto: Allan Torres/Esp DP/DA Press/Arquivo
Segundo a Emlurb, o intuito das regras não é criar burocracias, mas ordenar os locais. Foto: Allan Torres/Esp DP/DA Press/Arquivo

Uma série de mudanças na dinâmica dos parques recifenses foi determinada a partir de Portaria publicada pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Entre as decisões estabelecidas, está a proibição da venda de bolas “de qualquer tamanho e natureza” – mesmos no caso de comerciantes registrados – e a impossibilidade de praticar esportes nos espaços de terra batida. A Portaria que versa sobre o tema é a de Nº 015/2015.

Segundo a diretora de praças e parques da Emlurb, Gabriela Freitas, a proibição de bolas vem da “necessidade de inibir a sua utilização”. “Se não há um espaço adequado para a prática de esportes com bola, como uma quadra poliesportiva protegida por uma tela, podem acontecer incidentes. Por exemplo, uma criança de  11 anos ou um adulto que estejam praticando um esporte com bola pode acabar atingindo um outro usuário do parque que não esteja envolvido naquela atividade”.

Quando questionada sobre a existência de casos passados que justificassem a proibição, a diretora informou que “as decisões foram debatidas desde o primeiro semestre em conjunto com a Secretaria de Controle Urbano e a Guarda Municipal” e que todos os itens da Portaria foram baseados na “experiência da Emlurb enquanto gestora dos parques durante todos os anos”. A proibição da comercialização dos objetos (Art. 3) vem em conjunto com veto a utilização de artefatos de arremessos (Art. 19).

Isso significa que não será possível realizar qualquer jogo com bola, como futebol, vôlei ou frescobol. Bumerangues também são citados no Artigo. “A Emlurb está aberta para conversar com  grupos e praticantes de atividades esportivas, para ouvir sugestões e chegar a um consenso”, ressalta. De acordo com Gabriela, o fim de semana é o pior período para tais práticas, devido a grande aglomeração destes dias.

Para a diretora, a prática de esportes em espaços de terra batida e a proibição do slackline são explicadas pela necessidade de preservar a área verde. “O Parque da Jaqueira, por exemplo, tem sofrido muito com a ginástica funcional. Chegou ao ponto de alunos com pneus amarrados na cintura, correndo em cima da grama. Não tem como manter os espaços assim”, relata. Quando algum objeto é amarrado ao tronco de árvores, você danifica este tronco. O slackline, por exemplo, balança e gera uma força que é danosa ao tronco. Vamos discutir a colocação de pontos específicos para o esporte, como postes.”

Sob a justificativa de “permitir que diferentes tribos utilizem o parque de maneira harmônica”, as novas restrições passarão por uma etapa de divulgação e de fiscalização educativa. “Não temos a intenção de criar burocracia nem restringir, só precisamos organizar e colocar ordem na casa”, afirma.

Conheça pontos polêmicos da Portaria:

Art. 3º É proibida a comercialização de bolas de qualquer tamanho e natureza.

Art. 16 É vedada a prática de atividades esportivas em todas as áreas ajardinadas dos Parques, áreas com solo natural (terra batida), áreas destinadas a brinquedos infantis e áreas de estar.

Art. 17 A prática de atividades esportivas está liberada nas áreas das Academias da Cidade e Academias Recife, desde que sob orientação dos instrutores de cada modalidade.

Art. 19 É vedada a utilização de artefatos de arremesso tais como bumerangue, discos, jogo de frescobol e similares.

Art. 27 É proibida a fixação de quaisquer elementos em árvores e postes, tais como cordas, slacklines, TRX, cartazes, banners, faixas, bolas, blimps, elementos decorativos etc.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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