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Obama questionará ante a Suprema Corte o bloqueio a medidas migratórias

Principal objetivo dos decretos assinados por Obama era conter a deportação em massa de imigrantes ilegais. Foto: AFP Saul Loeb
Principal objetivo dos decretos assinados por Obama era conter a deportação em massa de imigrantes ilegais. Foto: AFP Saul Loeb

O governo do presidente Barack Obama questionará ante a Suprema Corte a decisão de um tribunal de apelações que manteve ontem o bloqueio às medidas de alívio migratório anunciadas em novembro do ano passado, informou um porta-voz do departamento da Justiça.

“Não está de acordo com a decisão adversa do tribunal de apelações e pretende solicitar uma revisão por parte da Suprema Corte dos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do departamento, Patrick Rodebush, em nota oficial.

Ontem à noite, o Tribunal de Apelações do Quinto Circuito, em Nova Orleans, manteve o bloqueio à aplicação dos decretos com medidas de alívio migratório, mantendo em vigor uma decisão de um tribunal distrital do Texas, de fevereiro, que parou todo o processo.

De acordo com Rodenbush, o Departamento de Justiça está “determinado a tomar medidas para resolver a disputa sobre a questão da imigração, logo que possível”.

Para Rodenbush, o Departamento de Segurança Interna precisa destes decretos para priorizar a deportação “daqueles que cometem crimes, não de pessoas com laços com os Estados Unidos ou que criam filhos americanos”.

Obama havia anunciado em 20 de novembro uma série de decretos que permitiriam que os imigrantes ilegais, cujos filhos já regularizaram a sua situação, beneficiassem da mesma legislação, uma medida que ajudaria a tirar da ilegalidade pelo menos quatro milhões de pessoas.

O principal objetivo dos decretos assinados por Obama era conter a deportação em massa de imigrantes ilegais, incluindo de pessoas cujos filhos já tiveram sua situação resolvida.

No entanto, em janeiro, os governadores de 26 estados questionaram judicialmente a constitucionalidade das medidas, argumentando que Obama não tinha autoridade para agir, porque é uma questão em análise no Congresso.

O presidente esperava que os decretos entrassem em vigor antes da sua saída da Casa Branca, em 20 de janeiro de 2017, mas com o envio do caso à Suprema Corte, ainda não está claro se isso acontecerá.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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