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Obama vetará qualquer lei contra refugiados sírios nos EUA

O presidente americano, Barack Obama, em Manila, em 18 de novembro de 2015. (Foto: Saul Loeb/AFP Photo)
O presidente americano, Barack Obama, em Manila, em 18 de novembro de 2015. (Foto: Saul Loeb/AFP Photo)


Washington
– O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vetará o projeto de lei preparado pelos republicanos após os atentados de Paris para endurecer as condições de entrada de refugiados sírios no país, anunciou nesta quarta-feira a Casa Branca.

A Câmara de Representantes deve votar nesta quinta-feira a resolução 4038, que pretende bloquear o plano do governo de acolher 10 mil refugiados sírios durante o próximo ano até que o FBI e os serviços segurança verifiquem os antecedentes dos solicitantes de asilo, o que pode exigir meses ou até anos.

“Devido às vidas que estão em risco e a decisiva importância que tem para nossos aliados no Oriente Médio e Europa a liderança americana na solução da crise dos refugiados sírios, o presidente vetará a lei 4038”, afirmou a Casa Branca.

A lei não proíbe definitivamente a admissão de refugiados destes países, mas exige que o diretor do FBI, o secretário da Segurança Interna e o diretor de Inteligência Nacional certifiquem pessoalmente que cada refugiado não representa uma ameaça à segurança.

“Nossa prioridade é proteger os americanos”, declarou Paul Ryan, presidente da Câmara. “Podemos sentir compaixão, mas também ter segurança”.

A administração do presidente Barack Obama tem repetido que o procedimento de seleção entre os refugiados nos campos da ONU na Turquia, Jordânia e Egito é bem amplo, e a prova disto é que apenas 2 mil refugiados já obtiveram visto.

Em Manila, onde participa da Cúpula Anual da APEC, Obama denunciou que há uma verdadeira “histeria” nos Estados Unidos em relação aos riscos para a segurança nacional com a chegada de refugiados sírios, e acusou a oposição republicana de fomentar esta situação.

“Não conseguimos tomar boas decisões baseadas na histeria ou no exagero de riscos”, declarou Obama, acrescentando que os republicanos estão com medo de “viúvas e órfãos” de um país devastado por mais de quatro anos de guerra civil.

Quase metade dos governadores dos 50 estados americanos, junto com o presidente da Câmara de Representantes, o republicano Paul Ryan, pediram a Obama que suspenda o plano para admitir o ingresso de 10.000 refugiados sírios no ano fiscal corrente.

O envolvimento de cidadãos franceses nos atentados de Paris constitui outro tema de preocupação nos corredores do Congresso, já que os cidadãos de 23 dos 28 países da União Europeia podem viajar aos Estados Unidos sem visto de turista.

Michael McCaul, presidente da comissão de segurança interna da Câmara, anunciou que apresentará o projeto de lei sobre o assunto após o feriado do Dia de Ação de Graças, na próxima semana.

“Evidentemente somos vulneráveis quando 5 mil combatentes estrangeiros têm passaportes (de países) ocidentais. É preciso resolver estes problemas de segurança”.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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