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Opinião: construção civil e desenvolvimento

Por Gustavo de Miranda

Presidente do Sinduscon-PE

Moradia digna, educação, trabalho, lazer e atendimento de saúde adequado são direitos consagrados pela Constituição Brasileira. É através desse segmento, responsável  por 6,5% do PIB do Brasil e pelo emprego de 7,6% da população formal ocupada do país, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE,  que são construídos escolas, postos de saúde, hospitais, rodovias, residências e equipamentos de cultura e lazer.

A Indústria da Construção Civil é considerada não só como termômetro da economia, mas principalmente como propulsora de desenvolvimento social, econômico e urbano, haja vista a dimensão de sua cadeia produtiva. Constituem esse círculo virtuoso a Indústria de Materiais, empresas de prestação de serviços e fabricantes de máquinas e equipamentos.

Políticas públicas indutoras de desenvolvimento encontram na construção civil seu principal instrumento de ação. São investimentos em saneamento básico, infraestrutura e concessão de crédito para habitação, só para citar alguns exemplos. As consequências imediatas são a geração de empregos e renda que alimenta outros segmentos econômicos. Com a instalação de um canteiro de obras, automaticamente o seu entorno cresce. É o posto de combustível que passa a fornecer para a construtora, restaurantes são abertos ou ampliados e o mercado de alugueis se aquece.

A própria ampliação da infraestrutura erguida pelo setor construtivo serve à outros setores industriais, que passam a ter vias mais eficientes para escoarem seus produtos de forma competitiva. Os shoppings centers, fruto de obras, que começam a inaugurar no estado, comprovando a determinação do empresário pernambucano em enfrentar a crise e ainda gerar mais postos de trabalho. 

A questão da habitação, por sua vez, está longe de ser resolvida e apresenta para o segmento da construção um longo caminho a ser pavimentado. Também de acordo com o IBGE, o déficit habitacional do país está em 5.430.562 moradias. Em Pernambuco, esse número é de 240.850. É muita obra pela frente.

A compreensão do potencial desse segmento e da sua capacidade transformadora é um ponto fundamental para que esse círculo virtuoso gire de forma mais célere e com mais amplitude. Atuar como protagonista no desenvolvimento do país de forma macro é a grande contribuição do setor da construção civil para a sociedade, seja com foco nessa geração, seja salvaguardando a qualidade de vida de gerações futuras.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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