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Passeata exige o fim da violência contra as mulheres na Espanha

Milhares de pessoas de toda a Espanha compareceram neste sábado (7/11) a um protesto em Madri para exigir mais medidas de combate à violência contra as mulheres, que neste ano já provocou 41 mortes, apesar do país ter uma das leis mais avançadas sobre o assunto.

Com gritos de “Não estamos todas, faltam as mortas!”, “A luta será feminista ou não será” e “A violência tem gênero”, muitas mulheres e homens vestidos de roxo caminharam pelo centro da capital convocados por mais de 400 associações feministas do país.

Também participaram da manifestação os principais sindicatos e todos os partidos políticos. Em plena campanha eleitoral para as legislativas de 20 de dezembro, alguns foram representados por seus secretários-gerais, como o socialista Pedro Sánchez e o esquerdista Pablo Iglesias, líder do Podemos.

“A crise econômica fez com que muitas mulheres não deixassem seus agressores porque sem recursos não teriam para onde ir”, denuncia Marisa Teijeiro, de 61 anos, bancária aposentada.

“Por isto, mais do que nunca, são necessários mais recursos públicos e não cortes”, completa, enquanto ao seu redor os manifestantes exibiam cartazes com frases como “Eu sou humana e você?” e “Não morremos, nos matam”.

Segundo dados do governo espanhol, 41 mulheres morreram ao longo deste ano pelas mãos de seus companheiros ou ex-companheiros. Destas, 25 nasceram na Espanha e 16 em outros países. Apenas sete haviam apresentado denúncias.

Apunhaladas, espancadas e inclusive queimadas, cada uma delas foi reportada pela imprensa em uma Espanha especialmente sensibilizada por este fenômeno social, que afeta países desenvolvidos e em desenvolvimento dos cinco continentes.

O Conselho Europeu usou, em 2006, a Espanha como exemplo de luta da violência contra a mulher em reconhecimento ao governo socialista da época, presidido por José Luis Rodríguez Zapatero.

Feminista declarado, Zapatero colocou o país na linha de frente desta luta com a aprovação, em 2004, de uma lei pioneira na Europa para proteger as mulheres da violência de seus companheiros e ex-companheiros.

Desde então, as mortes por violência contra a mulher diminuíram, de 71 registradas em 2003 para 54 de 2014.

As organizações feministas reivindicam agora que a lei se amplie para incluir outras formas de violência contra as mulheres como as agressões sexuais, o assédio em local de trabalho e o tráfico de mulheres e crianças.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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