Paulo Câmara defende integração entre estados para vencer microcefalia

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se pronunciou publicamente pela primeira vez sobre o aumento de casos de microcefalia no estado, nesta quinta-feira (12). Durante a assinatura da ordem de serviço para obras de assecibilidade em equipamentos turísticos, ele defendeu a integração entre os estados que registraram casos para agilizar as descobertas.

“É algo que precisa ser bem investigado, para evitar que aconteça novamente. Pernambuco vai cuidar disso de forma efetiva. Por enquanto, não há uma causa determinada, mas a influência deve ter ocorrido no início do ano, ou seja, vai exigir de nós uma retrospectiva. É uma variável nova que precisa ser identificada”, afirmou.

Médicos assustados – Neurologista clínico com 18 anos de experiência, José Gustavo Leimig, 43 anos, tem vários pacientes adultos com microcefalia. De acordo com ele, a classe médica está assustada porque esse é o primeiro surto de microcefalia com registros no mundo inteiro. Na opinião dele, a possibilidade mais próxima da verdade é que a causa seja uma doença infecciosa, provavelmente uma virose. Mas não podem ser descartados outros fatores. Ele recomendou três medidas para grávidas do estado neste momento: fazer pré-natal bem feito, não usar drogas lícitas ou ilícitas durante a gravidez e tentar se manter nutrida.

José Gustavo trata as consequências da microcefalia, os sintomas neurológicos crônicos causados pela anomalia. Segundo ele, o principal problema é o retardo no desenvolvimento neuropsicomotor e a epilepsia. Mas há pacientes com transtornos de comportamento e conduta (distúrbios psiquiátricos, agressividade, agitação, distúrbios do sono e depressão).

“Geralmente eles não têm como ter uma vida normal e terão comprometimento neurológico crônico”, explicou. No entanto, se o comprometimento neurológico for mínimo ou moderado, os pacientes têm condições de trabalhar, por exemplo.

José Gustavo destacou que a microcefalia é uma encefalopatia crônica não progressiva, ou seja, não piora com o passar do tempo. Mas os pacientes precisam de medicamentos durante toda a vida. São remédios como antipsicóticos, anticonvulsivantes, para o caso das convulsões causadas pela epilepsia.

Saiba mais:

O que os adultos com microcefalia podem desenvolver:

Retardo no desenvolvimento neuropsicomotor
Epilepsia
Distúrbios psiquiátricos
Agitação
Distúrbios do sono
Depressão

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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