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PGR pede ao STF abertura de dois novos inquéritos para investigar Collor

Senador já foi denunciado por suspeita de receber R$ 26 milhões da BR. Nova investigação depende de autorização do ministro Teori Zavascki.

 

A Procuradoria Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois novos pedidos de investigação sobre o senador Fernando Collor (PTB). Os pedidos foram encaminhados diretamente ao gabinete do ministro Teori Zavascki, nesta quarta-feira (18), por ligação com as investigações da Operação Lava Jato, da qual ele é relator do STF.

Os documentos estão sob segredo de Justiça e, por isso, não estão públicas as novas suspeitas levantadas pela PGR relacionadas ao senador. Em ambos, porém, o registro de protocolo no STF cita os crimes de corrupção passiva.

Na semana passada, Collor foi alvo de um outro pedido de inquérito, mas pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro (ocultação de dinheiro com origem ilícita), além de lavagem de dinheiro. Cada inquérito se relaciona a determinado fato supostamente criminoso que teria ligação com o senador.

Collor também foi denunciado em agosto deste ano, dentro da Operação Lava Jato, por supostamente ter recebido, com um grupo de auxiliares, R$ 26 milhões, entre 2010 e 2014, como pagamento de propina por contratos firmados na BR Distribuidora. Ele sempre negou as acusações.

Em julho, a pedido da PGR, Collor chegou a ter veículos de luxo apreendidos por suspeita de que teria adquirido os bens para lavar dinheiro. O STF quebrou o sigilo de contratos de financiamento para que investigadores analisem como foi feita a compra.

No fim do mês passado, um Lamborghini, um Bentley, uma Range Rover e uma Ferrari foram devolvidos ao senador, para que pudesse conservar os veículos. Os documentos, no entanto, ficaram retidos para aguardar uma decisão sobre a posse dos veículos.

Desde que foi mencionado nas investigações, Collor sempre negou as acusações e disse estranhar a inclusão de seu nome na lista de políticos supostamente envolvidos no esquema.

No dia em que contestou a denúncia de que recebeu R$ 26 milhões em propina, o senador do PTB disse “nada ter a ver” com os fatos a ele imputados.  E declarou ter certeza de que “a verdade, mais uma vez, virá à tona”.

Quanto aos carros de luxo, o senador disse que são propriedade de empresas das quais é sócio majoritário e afirmou que é o responsável pelos seus financiamentos. Para ele, a apreensão dos veículos superesportivos foi “espetaculosa” e midiática”.

 

G1

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