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Qual é o destino de Sérgio Marone, o poderoso Ramsés de Os dez mandamentos, após o fim da novela?

Foto: Record/Divulgação (Foto: Record/Divulgação)
Foto: Record/Divulgação

Um divisor de águas. É assim que Sérgio Marone, intérpete do vilão Ramsés, resume o que representa o personagem de Os dez mandamentos na carreira. Mesmo com a carga dramática e raivosa do papel, Marone encontrou uma leveza nos bastidores frenéticos das gravações. “Eu adoro fazer vilões. Acho mais divertido. O mocinho sofre o tempo todo e é feliz só no final. O vilão é feliz a novela inteira e só se ferra no final”, comparou. A trama bíblica, escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, chega ao fim nesta segunda-feira, na TV Clube/Record.

O folhetim foi o primeiro trabalho do ator na emissora. “O Ramsés teve muitas cenas boas. É um personagem muito forte, muito rico. E a novela foi um marco na história da teledramatugia brasileira. É muito mágico isso que a gente está vivendo”. Mesmo após o sucesso, o ator desenvolve programa na Record e vai co-produzir a adaptação cinematográfica de Jesus Kid. Com previsão para março de 2016, também estreia o filme pernambucano Prometo um dia deixar essa cidade, de Daniel Aragão, no qual atua.

Ramsés tinha cenas com alto teor dramático, ódio. Qual marcou mais?
A morte do filho foi uma coisa que me marcou muito, porque nunca tive um filho. Estava muito ansioso para gravar a cena. A sequência do Mar Vermelho vai me marcar para sempre também. Ficamos quatro meses fazendo. Foi muito difícil. Porque não existe cenário. Temos que imaginar tudo na cabeça. É um personagem que tem altos e baixos. Quando tinha 15, 16 cenas no estúdio, cada uma delas tinha intensidade. Eu tenho uma definição que uso para falar do trabalho como ator: é um atleta de emoções. É um personagem de altos e baixos.

Cena da morte dos primogênitos comoveu bastante o ator - Foto: Record/Divulgação (Foto: Record/Divulgação)
Cena da morte dos primogênitos comoveu bastante o ator – Foto: Record/Divulgação

Qual a sua relação com religião?
Não sou religioso. Sou católico, mas não pratico. Acho que a religião mais afasta o ser humano que aproxima. Deus é amor, e amor é energia. A gente fica mais próximo quando a gente tem essa consciência. O que falta no mundo é amor, respeito, generosidade…

Qual sua opinião quanto à queda de audiência de novelas da Globo do horário nobre?
Acho que há pouca inovação. Ultimamente, pelo menos, a minha percepção é de que tudo é parecido. Não é saudável uma diferença tão grande de primeiro e segundo lugar. É bom para o mercado. Eu acho que foi uma junção de coisas. Uma outra opção de teledramaturgia de qualidade. A emissora investiu na novela e na divulgação dela. E deu muito certo. Foi uma mudança de paradigma.

O que falta na televisão brasileira?
Falta muito de coisa. Foram poucos as sitcoms que deram certo. A gente não é ainda um super expert. Estamos fazendo séries e novelas muito boas. Acho que falta, talvez, coisas inovadoras na linha de show e de sitcoms.

Você pretende seguir a carreira como apresentador. Por quê?
Estou começando a desenvolver um projeto com a Record. Estamos no começo disso. Não posso falar muita coisa. A gente está começando a desenvolver um formato. Faz mais de dois ou três anos que invisto nessa área. Tive oportunidades, mas essa será a primeira vez que vou fazer algo com a minha cara.

Após a novela, quais são seus planos?
Vou continuar fazendo séries, filmes… Eu só quero fazer novelas esporadicamente. Toma tempo demais. Minha intenção é fazer cinema, teatro e seriados. Pretendo filmar no ano que vem o longa-metragem Jesus Kid, baseado em romance de Lourenço Mutarelli. Vou co-produzir, e o diretor será Aly Muritiba.

NÚMEROS

15
anos de carreira

9
novelas

4
Séries

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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