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Testes de Facebook x Privacidade: Empresa é acusada de vender informações e responde à altura

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Existe uma série de testes de Facebook, dos mais diversos temas, para se descobrir desde coisas que podem realmente nos despertar a curiosidade até as mais estúpidas – mas que ainda assim, de algum modo, ainda conseguem atrair uma grande quantidade de usuários da rede social.

Quando todos da nossa lista de amigos no Facebook compartilham resultados de testes como esses por algum tempo, pode ser difícil resistir à tentação de juntar-se ao coro e querer saber quem são nossas almas gêmeas, qual palavras mais utilizamos no ano ou qual personagem da Marvel seríamos. Talvez muitos dos leitores do Tudo Celular já tenham feito alguns, e isso já se tornou parte do cotidiano da rede social. Mas será que é seguro para nossas informações pessoais?

Recentemente, um site levantou informações sobre o que esses testes poderiam obter das contas dos usuários e publicou um artigo preocupante. Por sua vez, a desenvolvedora do aplicativo analisado respondeu, em tom de profundo desagrado, refutando as acusações.

Respire fundo e vamos conhecer os dois lados da história, e depois de considerar as implicações de privacidade, decidir se confiamos ou não em tais aplicações.

As acusações

Um dos mais recentemente famosos testes desse tipo é o que descobre as palavras mais usadas no Facebook. Esse “quiz” em poucos dias viralizou o suficiente para atingir a fabulosa marca de 16 milhões de usuários clicando para saber o que mais digitaram em 2015 na rede.

O que poucos sabem é quais informações esse teste está enviando. Uma empresa sediada no Reino Unido, Comparitech, decidiu olhar exatamente quais detalhes o app recolhe, e detalhou uma lista longa e intrusiva, incluindo: seu nome, sua data de nascimento, cidade natal, detalhes de educação, todos os seus gostos, todos os álbuns de fotos, fotos em que você foi marcado, navegador utilizado, idioma, seu endereço IP e sua lista de amigos. Tudo isso é necessário para dizer quais são as palavras mais usadas?

Não é apenas um caso isolado. A empresa que produziu esse app de nuvem de palavras mais usadas, Vonvon.me, teria outras condições bem arrepiantes em sua política de privacidade, também. Ela inclui o fato de que mesmo se você encerrar sua conta, ainda permite a empresa a continuar usando seus dados, bem como manter o direito de armazenar os dados em qualquer servidor em todo o mundo. Ou seja, está além, inclusive, das leis locais de cada país. E, mais preocupante, a formulação da política de privacidade inclui uma notificação avisando ao usuário que a empresa também se reserva no direito de vender seus dados a terceiros.

Você pode ajustar o acesso que cede as permissões aos aplicativos de terceiros no Facebook, claro. Mas, como observa o site Engadget, este app de nuvem de palavra parece não funcionar se você usar configurações restritivas. O mesmo pode ocorrer com muitos outros.

O outro lado da história

Apesar dessas acusações, feitas pela Comparitech, a Vonvon entrou em contato com a equipe do site, refutando a maioria das afirmações. A Comparitech utilizou os termos de privacidade da empresa, mas a desenvolvedora respondeu que não guarda informações dos usuários e, por isso, não há nada para vender.

Só usamos suas informações para gerar seus resultados, e nós nunca vamos armazená-las para outros fins. Por exemplo, no caso da Word Cloud, a imagem de resultados é gerada no navegador do usuário e as informações coletadas do timeline do usuário para criar resultados personalizados não são nem enviados aos nossos servidores. Além disso, no caso de nosso questionário “o que as pessoas falam pelas minhas costas?” nós usamos a escola e a cidade natal do usuário para que nós possamos puxar dos amigos próximos, ao invés de emparelhar com pessoas aleatórias entre seus 500 amigos fb nos resultados. Usamos esta informação somente para processar a familiaridade dos amigos, e novamente, as informações nunca são armazenadas em nossos bancos de dados.

A empresa diz ainda que a Comparitech utilizou as palavras dos seus termos de privacidade fora de contexto, afim de “fazer a sua acusação”. Quanto ao compartilhamento de dados, a Vonvon disse que foi “convenientemente omitido” o trecho que diz que a empresa apenas compatilhará dados em casos de complicações com a lei.

A empresa admite que havia uma cláusula que afirma que “nós podemos compartilhar informações pessoais a parceiros de negócios confiáveis” há poucos meses, que foi inserida sem pensar muito, porque a maioria dos sites de mídia têm condições semelhantes. Porém a cláusula foi retirada poucos meses depois de acusações de que de fato informações haviam sido compartilhadas.

E você, leitor, utiliza esses serviços? Caso use, pretende confiar na resposta da empresa e continuar utilizando?

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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