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Wellington César deixa bicos de lado e representa a base do Santa Cruz no acesso à Série A

Hesiodo Goes/Esp. DP/D.A Press

Volante fez testes no Santa Cruz após ser levado pelo amigo Diego, do Náutico, e deixou de pintar muros

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No campo de areira de Beberibe, Wellington César fez a sua primeira atuação pelo Santa Cruz. Em 2010, quando o clube estava afundado na Série D. Levado pelo amigo Diego, zagueiro do Náutico, foi aprovado na peneira tricolor. Passou alguns anos na base e foi parar na Série A2 do Pernambucano, emprestado para adquirir experiência. Voltou neste ano ao Arruda para ganhar outra aprovação, mais emblemática. Das arquibancadas.

Aclamado pelo vice-presidente tricolor, Constantino Júnior, como o “melhor volante da Série B”, Wellington fecha a temporada como um dos pilares do time na conquista do acesso à Série A. É o único prata da casa que se tornou titular absoluto neste ano. Superou a concorrência de atletas mais experientes, como Moradei e Bruninho, com o vigor físico e aplicação tática.

A volta de Wellington ao Arruda aconteceu no início deste ano. No ano passado, defendeu as cores do Belo Jardim. Em 2013, já havia jogado pelo Centro Limoeirense. Constantino Júnior destaca que o atleta já era visto como uma grande promessa e estava sendo observado. A decisão de utilizá-lo neste ano partiu da diretoria de futebol. Decisão acertadíssima.

Na Várzea
Filho mais velho de Paulo César de Araújo Lima, de 45 anos, Wellington mora na Várzea. Já é conhecido no bairro. “Quando passo, escuto e percebo as pessoas comentando sobre mim. Uns tem vergonha de chegar e eu tenho mais ainda (risos!). Mas sempre que pedem, tiro fotos”, conta Wellington, que até pouco tempo ajudava o pai nos serviços braçais pela vizinhança – como recolher metralha e pintar muros.

Por conta da realidade recente, o atual momento ainda é visto com espanto pelo volante. A ficha, aos poucos, vai caindo. “Fico rindo sozinho pensando na situação. Há pouco tempo estava emprestado para times da segunda divisão do Pernambucano e hoje estou aqui no Santa Cruz”, acrescenta o atleta.

Carona
O bom momento na carreira vai ajudar ao jogador comprar, no próximo ano, seu carro. É uma meta traçada por ele, que atualmente vai de carona para o Arruda. “No começo, vinha de ônibus mesmo. Pegava o “Várzea” até a Integração da Macaxeira. De lá, apanhava o “Avenida Norte” e vinha andando até o estádio. Depois, passei a pegar carona. Primeiro, com Renato Camilo. Depois, veio Everton Sena e agora venho com Renatinho. Espero ele na UPA da Caxangá”, conta Wellington, que tem contrato com o Santa Cruz até 2017.

Hesiodo Goes/Esp. DP/D.A Press

“Fico rindo sozinho pensando na situação. Há pouco tempo estava emprestado”, declara o volante do Santa

 
Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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