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Zika vírus é o principal suspeito do o surto de microcefalia

Ovírus zika é a causa provável do aumento do número de casos de microcefalia no Nordeste neste ano. O Ministério da Saúde afirmou, ontem, que dois aspectos fortalecem essa hipótese: houve grande circulação do vírus da zika no Brasil em 2015 e nenhuma outra causa aparente foi encontrada. Além disso, foi confirmado ontem a identificação do zika em líquido amniótico (dentro do útero) de duas gestantes da Paraíba com diagnóstico de microcefalia intrauterina. Três técnicas diferentes de exames confirmaram os resultados.
Até agora já foram notificados 399 casos em sete estados do Nordeste. Desses, 268 estão em Pernambuco, dos quais 102 já estão confirmados. Sergipe vem em seguida com 44 casos e o Rio Grande do Norte com 39. Na sequência, a Paraíba (21), o Piauí (10), Ceará (9) e a Bahia (8).
Segundo o diretor da Divisão de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, “é altamente provável a correlação entre a zika e microcefalia”. “Alguém pode nos perguntar: fechou o diagnóstico? Quase. Não é esperado que exista vírus zika em nenhum tecido do corpo humano. Isso revela infecção aguda, porque além de estar presente no organismo da mãe, passou para o feto.”
Ele acrescentou que o ministério tem sido extremamente cauteloso com a definição porque a situação é nova. “Não tínhamos relatos anteriores sobre relação de zika com qualquer malformação congênita. Os cientistas do mundo que quiserem, devem nos ajudar.”
Apesar de o zika ser a principal hipótese, ainda não estão descartadas outras possíveis causas. O diretor frisou que em aproximadamente dois meses, o Ministério da Saúde deve apresentar resultados mais precisos. Na próxima terça-feira, o órgão deve divulgar novo boletim com dados atualizados. Antes disso, na próxima sexta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), deve lançar o protocolo de atendimento para os casos de microcefalia em fetos, para atender às gestantes que receberem o diagnóstico. O documento poderá orientar os procedimentos em outros estados, assim como o protocolo local para bebês nascidos com a anomalia.
As duas gestantes que apresentaram vírus zika no líquido amniótico relataram o mesmo quadro já descrito por outras mães: febre baixa, manchas no corpo, duração curta do quadro viral (de três ou quatro dias). Elas tiveram a infecção no primeiro trimestre da gravidez. As recomendações do Ministério da Saúde e da SES para as grávidas são praticamente as mesmas: realizar pré-natal com cuidado, não usar medicamentos sem conhecimento médico, evitar contato com possíveis fontes de infecção de qualquer tipo, como pessoas com febre, por exemplo. “Dada a suspeita do vírus zika, é preciso evitar a exposição aos mosquitos, mesmo que não seja fácil. Procurar não frequentar lugares onde os vírus são abundantes. Fazer uso de repelentes e roupas com mangas longas”, enfatizou Cláudio Maierovitch.

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Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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