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Zona do euro terá crescimento moderado em 2016 e 2017

Bruxelas (AFP) – A zona do euro registrará em 2016 e 2017 um crescimento moderado, “apesar das condições mais difíceis da economia mundial”, afirma a Comissão Europeia, que publicou nesta quinta-feira as previsões econômicas de outono (hemisfério norte, primavera no Brasil).

O Produto Interno Bruto (PIB) do conjunto dos 19 membros da Eurozona deve crescer 1,8% no próximo ano e 1,9% em 2017, depois de uma alta de 1,6% este ano, sustentada pelo preço reduzido do petróleo, uma política monetária de acomodatícia e a fragilidade relativa do euro.

“As previsões econômicas mostram que a economia da zona do euro continua com sua reativação moderada”, indicou o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, citado em um comunicado.

Segundo Dombrovskis, “a zona euro resistiu a fatores externos tais como a desaceleração da economia mundial, o que é animador”.

“A economia europeia segue uma trajetória de recuperação”, afirmou, por sua parte, o comissário europeu de Assuntos  Econômicos, Pierre Moscovici, citado em um comunicado.

Para 2016, assinala Moscovici, “vemos aumentar o crescimento e o desemprego e déficit diminuírem”.

Moscovici detecta desafios maiores que ainda devem ser superados, como a falta de investidores, obstáculos para o emprego e o nível elevado do endividamento público e privado.

E isso, segundo ele, pede uma “resposta audaciosa e determinada”.

O importante fluxo de migrantes e solicitantes de asilo que chega à União Europeia (UE) também terá um leve, mas positivo impacto na economia do bloco, segundo as previsões.

“Haverá um impacto sobre o crescimento econômico que poder ser leve, mas positivo para a UE em seu conjunto e aumentará o PIB entre 0,2% e 0,3% em 2017”, indicou  Moscovici.

Segundo a comissão, o desemprego cairá progressivamente: de 11% este ano passará a 10,6% no próximo e 10,3% em 2017. Apesar disso, a queda será muito díspare entre os membros da zona euro.

Quanto à inflação, a Comissão prognostica uma alta de preços de 1% em 2016 e 1,6% em 2017. Para este ano, o índice seria de 0,1% devido à forte queda dos preços do petróleo.

A seguir, as principais previsões de crescimento, de déficit público, de inflação e emprego para 2015, 2016 e 2017 (entre parêntesis estão as estimativas anteriores).

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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