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Apesar da proposta, agentes penitenciários pensam em seguir mobilização no sistema

Categoria quer cronograma para aplicação das propostas previstas para 2016

 

Uma assembleia marcada para as 09h00 da manhã desta sexta-feira (11), pode resolver, ou não, o impasse no sistema prisional de Alagoas. Os agentes penitenciários que estão mobilizados desde o dia 03, cobrando melhores condições de trabalho e a proibição de prestadores de serviço armados, receberam proposta do governo, mas querem soluções imediatas para o impasse.

De acordo com o diretor financeiro do Sindicatos dos Agentes Penitenciários (Sindapen), Vitor Leite, a reunião da última quarta-feira, com representantes do governo, Conselho Penitenciário e Estadual de Segurança, além da Procuradoria Geral do Estado colocaram em pauta as reivindicações.

O Plano de Cargos Carreira e Salário deveria ser tratado em setembro deste ano, mas seria discutido no próximo ano, assim como o auxílio periculosidade, apenas para junho próximo, readequação salarial, além da apresentação do serviço suplementar, uma espécie de “Bico Legal” do sistema prisional, para suprir a carência de efetivo.

No entanto, a comissão que participou da reunião não aceitou a proposta, uma vez que pede um cronograma por parte do governo. “Nós vamos colocar em pauta porque a categoria é maior que a comissão que participou da reunião. Mas nós não concordamos. As negociações são antigas, então, queríamos no mínimo, que o governo fizesse um cronograma dessas propostas, quando colocaria em prática cada uma, mas eles não querem”, disse.

Além das questões salariais e de carreira para os agentes concursados, a categoria pede mudanças com relação a atividade dos prestadores de serviço. Por lei, os terceirizados são proibidos de realizarem qualquer serviço armado, o que não acontece, uma vez que os mesmos participam de todas as atividades do sistema.

Diante deste problema que se arrasta há anos, desde a última semana, os agentes concursados iniciaram uma mobilização, que proibiu os prestadores de serviço de atuarem armados, dentro e fora dos presídios.

Esta ação aconteceu na última segunda-feira. Nesta quinta-feira, os agentes em menores número dentro do sistema, proibiram a entrada de esposas com alimentos para os presos, por conta da falta de efetivo. No sistema, são 550 concursados e 1.200 terceirizados.

A assembleia da categoria acontece ás 09h00, no sistema prisional, em frente ao Presídio Cyridião Durval.

 

Por Paulo Chancey Junior

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