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'Apostas' do Google custam US$ 1,5 bilhão por ano à companhia

Neste ano, o Google passou por uma metamorfose. O que conhecíamos como “Google”, com seus projetos de saúde, automóveis autônomos e outros projetos mirabolantes, passou a se chamar Alphabet, e o verdadeiro Google passou a ser apenas o braço de internet deste conglomerado. É também o único braço que dá dinheiro para a Alphabet, segundo uma nova pesquisa.

O estudo da Pacific Crest mostra que as outras divisões da Alphabet perdem US$ 1,5 bilhão por ano. O valor, felizmente, é compensado pelo fato de o Google gerar muito mais do que isso em lucros anuais.

No entanto, isso significa que as coisas devem começar a mudar em Mountain View. Enquanto tudo fazia parte do Google, o dinheiro do AdWords (que é a grande fonte de dinheiro do Google) poderia sustentar tranquilamente estes projetos paralelos. Isso não deve mais acontecer.

As unidades da Alphabet agora são empresas por conta própria, e, por isso, não podem mais se sustentar com o dinheiro do Google. Elas precisam ter um plano de negócios sustentável, mesmo que o projeto ainda esteja longe de dar frutos, como é o caso do carro autônomo. O veículo não deve sair antes de 2020, mas já se discute a criação de uma alternativa à Uber que use os carros.

Segundo o estudo, apenas três entre todos os ramos alternativos da Alphabet já geram receitas: o Nest, que produz hardware para automação doméstica (mais notoriamente o termostato e a câmera de segurança), o Google Fiber, que é o serviço de internet por fibra óptica, e o Replicant, o negócio de robótica da empresa. Nenhum deles, no entanto, gera lucro para a Alphabet.

Um dos negócios que mais tem sugado o dinheiro do conglomerado é o Google X, o laboratório com os projetos mais mirabolantes da companhia, que incluem os balões de internet, os drones para entregas, os carros autônomos e o famigerado Google Glass. Em 2015, estima-se a perda causada pela divisão seja de US$ 282 milhões. Enquanto isso, o Google Fiber perdeu US$ 304 milhões.

Via Business Insider 

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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