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Bancos brasileiros registraram perdas de R$ 1,8 bilhão com cibercrimes em 2015

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Como em muitas outras aplicações, a tecnologia utilizada no acesso às contas bancárias para pagamentos e transferências, entre outros serviços, é uma via de mão dupla. Por um lado ganha-se praticidade e maior rapidez, por outro há maiores riscos de segurança. De acordo com os dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), só em 2015 os bancos brasileiros registraram perdas de R$ 1,8 bilhão com cibercrimes.

Quem paga a conta, quando o cliente percebe a fraude ao conferir o extrato ou a fatura, são os bancos, que ressarcem o cliente, mas dificilmente recuperam o dinheiro perdido. “Entre os ataques mais comuns que os nossos clientes sofrem, estão as fraudes pela internet e a clonagem de cartões. Hoje perdemos mais com fraudes do que com clonagem, mas isso varia”, diz o gerente-geral da unidade de risco operacional do Banco do Brasil, Carlos Renato Bonetti.

Uma das práticas comuns é o trojan bancário, e o Brasil é considerado o “rei” nessa área. Os programas maliciosos são instalados nas máquinas e permitem o roubo de dados no ato de compras online, o que fornece ao criminoso acesso aos bancos da vítima. Outra técnica comumente utilizada é o phishing, que consiste no roubo de informações através de sites falsos.

Segundo o analista sênior de segurança da Kaspersky, Fábio Assolini, que criou um relatório resultado de cinco anos de pesquisas no País sobre o cibercrime, o Brasil é um dos países que mais produzem malware no mundo. Sua pesquisa revela como os grupos especializados se organizam para cometer esse tipo de crime.

A pesquisa de Assolini mostra como é organizado o mundo do cibercrime no Brasil. Ele fala sobre pessoas especialistas em roubo de bancos e como eles gostam de ostentar suas ações entre si. “Eles se comparam a Robin Hood. Dizem que roubam dos ricos, como bancos, para distribuir entre os pobres, isto é, eles próprios”. Criam músicas no YouTube para falar de suas práticas e publicam fotos nas redes sociais, exibindo maços de dinheiro e bebidas.

Outra faceta dessa organização é o comércio das ferramentas de invasão. Os iniciantes podem comprar softwares para começar seus roubos, ou optar por comprar cursos para clonar cartões de crédito e espalhar vírus em aparelhos celular.

Os bancos, por sua vez, além do prejuízo com os roubos, gastam uma quantia semelhante de dinheiro com tecnologia de segurança. De acordo com a Febraban, os bancos investiram no último ano, no total, R$ 2 bilhões. No Banco do Brasil, o valor investido é usado no desenvolvimento de software para monitorar ataques a clientes e a Caixa Econômica Federal investe na “aquisição e atualização de soluções tecnológicas de detecção e reação aos ataques cibernéticos”.

O Bradesco, Itaú, Santander e a Febraban declinaram dos pedidos para falar sobre o assunto.

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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