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Casal muçulmano autor de chacina na Califórnia se radicalizou faz tempo, diz FBI

Combinação de fotos mostra os dois suspeitos do tiroteio em San Bernardino Syed Farook e Tashfeen Malik. Foto: AFP/Arquivos
Combinação de fotos mostra os dois suspeitos do tiroteio em San Bernardino Syed Farook e Tashfeen Malik. Foto: AFP/Arquivos

San Bernardino (Estados Unidos) (AFP) – O FBI confirmou nesta segunda-feira que o casal muçulmano que matou 14 pessoas na semana passada num massacre na Califórnia se radicalizou “há um tempo”.

“Soubemos e acreditamos que ambos sujeitos se radicalizaram já faz um tempo”, explicou o assistente do diretor do FBI em Los Angeles, David Bowdich, durante uma coletiva de imprensa em San Bernardino, epicentro da tragédia da última quarta-feira.

As autoridades ainda não conseguiram dizer quem e quando radicalizaram Syed Farook e sua esposa, Tashfeen Malik, de 28 e 29 anos respectivamente.

O casal, que tinha uma filha de seis meses, aprendeu a usar armas de fogo num campo de tiro próximo a Los Angeles, garantiu Bowdich. A última vez que foram às aulas foi dias antes da chacina.

O agente reiterou que o ataque, investigado como um ato “terrorista”, “foi planejado”. “Encontramos 19 bombas caseiras na casa”, afirmou.

Os investigadores estão colaborando com as autoridades de outros países para coletar mais informação sobre o casal.

Farook, nascido nos Estados Unidos, e Malik, originária do Paquistão, se conheceram pela internet em 2013 e se casaram no ano seguinte na Arábia Saudita.

A jovem se formou há dois anos na madrassa Al-Huda, na cidade paquistanesa de Multan, onde as mulheres aprofundam seu conhecimento sobre o Islã.

A escola corânica, uma das mais famosas do país, não tem relações conhecidas com grupos extremistas, mas foi acusada de divulgar uma ideologia próxima à dos talibãs.

As autoridades continuam investigado uma mensagem que Malik postou supostamente no Facebook no dia da chacina manifestando sua lealdade ao líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr Al-Baghdadi.

O pai de Farook disse neste domingo ao jornal italiano La Stampa que seu filho “aprovava a ideologia de Al-Baghdadi e estava obcecado por Israel”.

O casal morreu durante um enfrentamento com a polícia na mesma quarta-feira após matar 14 pessoas e ferir outras 21 em plena festa de natal da empresa onde Farook trabalhava.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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