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Cemit fala sobre incidente com tubarão em Fernando de Noronha

Ataque aconteceu na Praia do Sueste. Foto: Teresa Maia/DP
Ataque aconteceu na Praia do Sueste. Foto: Teresa Maia/DP

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) se pronuncia oficialmente na manhã desta quarta-feira sobre o incidente com tubarão registrado no dia 21 de dezembro no Arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O turista do Paraná, Márcio de Castro Palma da Silva, de 33 anos, teve a mão e parte do antebraço direito arrancados pelo animal, enquanto mergulhava com snorkel na Baía do Sueste. Foi o primeiro ataque de tubarão registrado em Fernando de Noronha. A entrevista coletiva será concedida no auditório da Secretaria de Defesa Social (SDS), no bairro de Santo Amaro, no Recife.

Um dia após o ataque, a Baía do Sueste, que foi temporariamente interditada, foi reaberta para visitação, mas com restrições. O acesso à praia só está sendo permitido das 10 h às 15 h, e o mergulho com snorkel só será realizado com o acompanhamento de guias. As restrições são válidas, pelo menos, o dia quatro de janeiro, segundo um comunicado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no arquipélago, que abriga um Parque Nacional Marinho e uma Área de Proteção Ambiental.

A baía está sendo monitorada por pesquisadores, por meio de mergulhos e sobrevoos com drone, para verificar se há algum fator de risco no ambiente. Famosa por suas águas rasas, tranquilas e repletas de vida marinha, a Baía do Sueste é uma das mais procuradas de Noronha para prática de mergulho contemplativo com snorkel. Duas espécies de tubarão são residentes na baía e podem ser vistas com frequência no local: o tubarão-limão e o lixa. São espécies não agressivas, que não oferecem perigo aos turistas, se não forem molestadas.

"São novos desafios que eu vou enfrentar, mas eu acredito que eu vou conseguir", disse o paranaense. Foto: João Velozo / Esp. DP
“São novos desafios que eu vou enfrentar, mas eu acredito que eu vou conseguir”, disse o paranaense. Foto: João Velozo / Esp. DP

O mais provável, segundo o engenheiro de pesca Leonardo Veras, é que o responsável pelo ataque seja um tubarão-tigre – uma espécie oceânica mais agressiva, que ocasionalmente se aproxima das praias e pode atacar sem ser provocada. Dentre as espécies que ocorrem em Noronha, é a única que tem uma mordida forte e afiada o suficiente para causar a lesão observada na vítima, segundo o pesquisador.

Ataques – Este é o 61º ataque de tubarão em solo pernambucano. Já foram registradas 24 mortes por este tipo de ataque desde 1992. O último caso havia ocorrido na Praia Del Chifre, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, e deixando ferido o surfista Diego Gomes Mota, de 23 anos. Ele foi atacado na face anterior da coxa esquerda, enquanto estava no mar com dois amigos.

Já a última morte ocorreu em julho 2013, quando a estudante paulista Bruna Silva Gobbi, de 18 anos, foi atacada na Praia de Boa Viagem enquanto nadava a cerca de 20m da faixa de areia. Ela foi mordida na coxa esquerda e, além de perder muito sangue, sofreu paradas cardiorrespiratórias durante o seu atendimento. Bruna, que morreu na noite do mesmo dia do ataque, foi levada a UPA da Imbiribeira, na Zona Sul, e posteriormente ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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